Bem-Vindo!

Ao site do Lokaos Rock Show.


ROCK DE VERDADE, COMO DEVE SER MOSTRADO!

Colaremos:

27/03/2014 12:28

Lokaos Baú do Gastão – Iron Maiden

Author: lokaos

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No primeiro webisódio de uma série de cinco, o icônico – e decano – VJ da finada MTV Brasil, GASTÃO MOREIRA, repassa sua relação jornalística com um dos maiores nomes do Metal de todos os tempos: o IRON MAIDEN. Junto a ele, o apresentador EDU ROX.

Gravação – Rafael Pacheco e Guilherme Krol Lins
Edição – Rafael Pacheco

21/02/2014 22:17

Lokaos entrevista Phil Lewis do L.A. Guns

Author: lokaos

 

 

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  O vocalista Phil Lewis esteve em São Paulo recentemente para uma apresentação no Manifesto Bar, ocasião à qual nossarepórter Dani Buarque conversou com o frontman da formação clássica do L.A. Guns sobre uma ramificada gama deassuntos, incluindo aí sua arenga com Nikki Sixx, o rompimento com Tracii Guns, sua amizade com Bruce Dickinson, dentre outros. Confira a entrevista no vídeo abaixo:

Pauta – Edu Rox e Nacho Belgrande
Gravação – Gabriel Carvalho
Edição – Jonas Souza
Agradecimentos – Victor Servinskas e Manifesto Bar

por NACHO BELGRANDE

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Se você entrou para o ramo da música em qualquer momento depois de 1987, você foi influenciado pelo GUNS N’ ROSES. Esse é um fato indiscutível.

“Appetite For Destruction” é tão importante quanto “Led Zeppelin IV”“Who’s Next” ou “The White Album”. É um álbum histórico e seminal que nunca envelhecerá, e é tão relevante hoje como sempre foi.

Então, dada a imensa influência da banda, perguntamos a todo mundo desde o vencedor do Oscar NICOLAS CAGE até membros doKORNRED HOT CHILI PEPPERS e SLIPKNOT sobre quando eles descobriram o Guns N’ Roses, sua melhor memória da banda, música favorita e o que o grupo significa para eles.

O editor do site ARTISTDIRECTRICK FOIRONO, fez a seguinte pergunta a todos:

‘Quando você descobriu o Guns N’ Roses? Qual sua música favorita deles? Qual sua melhor memória da banda? O que o grupo significa para você?’
COREY TAYLOR [SLIPKNOT, STONE SOUR]

“Eu me lembro da primeira vez em que ouvi o Guns N’ Roses. Foi às três da manhã no Headbangers’ Ball da MTV. O vídeo de ‘Welcome To The Jungle’ passou, e estávamos todos sentados no trailer da minha mãe em Waterloo, Iowa. Estávamos tentando assistir à primeira hora do show, que era a encheção de linguiça, pra depois assistir à segunda parte, que geralmente tinha coisa boa. Eram as coisas mais underground. Foi quando eles estrearam ‘Welcome To The Jungle’. Eu me lembro de todos nós pararmos e pensarmos, ‘que porra é essa? ’. Meio que cagamos nas calças [risos]; No dia seguinte, todos fomos atrás de “Appetite For Destruction”. Logo ele se tornaria um de nossos álbuns favoritos. O lance com o Guns N’ Roses é que eles eram punk o suficiente para meus amigos punks, eles eram metal o suficiente para meus amigos do metal, e hard rock o suficiente para meus amigos do hard rock. Alem disso, eles eram mainstream o suficiente, tanto que quando comecei a procurar por outras coisas, eles estavam começando a explodir com o público mainstream. Por maior que eles tivessem ficado, eles ainda eram uma fantástica banda de hard rock. Eles eram a sarjeta exposta para todos verem, e foi lindo. Foi a primeira vez que paramos, olhamos e dissemos, ‘Bem, porra, se eles podem, por que nós não podemos? ’ eu me lembro de ver o show do Ritz na MTV. Vê-los ao vivo foi fantástico. Eu consegui assisti-los com o AEROSMITH na turnê de ‘Permanent Vacation’. Axl foi até o microfone e mandou, ‘essa música se chama ‘Mr. Brownstone’. E eu pensando, ‘Caralho, começou!’. Eu fui fã minha vida toda. O legado deles é completamente inegável. Eles ainda eram relevantes quando a revolução do alternativo aconteceu e todas aquelas bandas de frescos desapareceram. O Guns N’ Roses ainda estava ali. Eles basicamente mandaram todo mundo se fuder. Quanto mais de postura você precisa?”

NICOLAS CAGE [‘O MOTOQUEIRO FANTASMA’, ‘DEIXANDO LAS VEGAS’, ‘A OUTRA FACE’]

“Eu acho que Axl é um dos grandes compositores do último século; sua habilidade ao piano é fabulosa e aquela música, ‘Prostitute’, é incrível! O Guns N’ Roses é de um patamar superior.”

ZAKK WYLDE [OZZY OSBOURNE, BLACK LABEL SOCIETY]

“Eu conheci o Guns N’ Roses em 1987 quando fui para a Califórnia para tocar com Ozzy Osbourne. Há tantas músicas do GN’R para se escolher. Elas são todas do caralho. Minha melhor memória deles é vê-los em 1988 no Felt Forum. Quase nenhuma produção. Era somente a música, e ela mostrava de verdade o quanto eles eram incríveis. Era um sopro de ar fresco naquilo que estava rolando na cena musical. Eles viviam, respiravam e sangravam o que eles acreditavam, o que os tornava autênticos…”

SCOTT IAN [ANTHRAX]

“Eu acho que os ouvi pela primeira vez no começo de 1987. Eu ouvi algumas faixas antes de ‘Appetite For Destruction’ ser lançado. Eu os assisti no Ritz em NYC não muito depois disso. “It’s So Easy” é minha faixa favorita do Guns N’ Roses. Minha melhor memória deles é entrar no camarim do Ritz e Izzy e Slash dizerem ao mesmo tempo “S.O.D.!” Eles trouxeram o rock de volta para uma época quando não ele não existia através de um grande disco que obviamente resistiu ao tempo… uma das melhores bandas que vi na minha vida.”

DAVID ELLEFSON [MEGADETH]

“O Guns N’ Roses é o perfeito exemplo de como aqueles que têm a maior chance de dar errado na vida são os que têm mais chance de dar certo no rock. Eles tinham o coração, o espírito e a coragem para irem contra tudo e serem autênticos heróis do rock. Você podia perceber que eles seriam ENORMES logo na primeira vez que os ouvia. Eles eram tão contundentes e ofensivos, como é que você NÃO os respeitaria?!”

 

Matéria completa – em inglês –  clicando AQUI

 

 

22/04/2014 16:49

Bandas Novas: Não sejam BURRAS de pagar para tocar

Author: NachoBelgrande

Texto original por ARI HERSTAND

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Eu moro em Los Angeles. Estou aqui faz pouco menos do que 4 anos, mas, durante esse tempo, eu conheci excelentes músicos na cidade, todos talentosos o suficiente para estourar a qualquer momento. A triste realidade é, em uma cidade tão saturada de músicos incríveis, a nata não vai subir pra parte de cima da xícara tão rapidamente como subiria em outras cidades.

Todo mundo que é ótimo aqui está no mesmo nível – tendo vitórias ocasionais aqui e ali. Alguns conseguem uma turnê grande e caem na estrada. Alguns são contratados e passam pela montanha russa das grandes gravadoras. Alguns se focam no YouTube. Alguns ganham a vida trabalhando em estúdios. Alguns voam pelo país tocando em faculdades. Alguns montam no carro e excursionam pela costa e pelo interior sozinhos. Mas o que todos esses músicos não-estelares de Los Angeles têm em comum é que, quando tocamos um show na cidade, nós aceitamos acordos miseráveis. Como é que eu sei que esses contratos são miseráveis? Bem, eu já agendei centenas de shows em quase todas as grandes cidades do país e sei como as outras cidades procedem.

Isso não vai ser uma matéria sobre Los Angeles [isso daria um livro], mas sim sobre as casas que exigem que você ‘pague para tocar’.

Vamos explorar algumas das várias situações ofertadas às bandas pelas casas e produtores todo dia:

O PIOR

Exigir que as bandas comprem uma cota de ingressos antecipadamente

DO QUE SE TRATA: Tipicamente, isso acontece com ‘produtores’ que ficam de tocaia no [site] Reverbnation [antigamente era o MySpace], acham bandas ingênuas e prometem a eles apresentações em casas conhecidas. Tudo que você, a banda, tem que fazer é vender 35 ingressos [que você tem que comprar antecipadamente ou pagar antes de subir ao palco]. Mas hey, você fica com 3 dólares de cada ingresso que vender! Que bocada! Exceto por você ter que comprar os ingressos por $12 e vender a $15. Se você fizer as contas, você está ganhando 20% do que as pessoas pagaram apenas para ver você – o que é o contrato mais filho da puta na história dos contratos filhos da puta.

ISSO É JUSTO?: CLARO QUE NÃO! Como é que esses ‘produtores’ se safam desse cambalacho para cima de bandas novas que não sabem de nada e fazem qualquer coisa para tocar naquela casa – incluindo aí pagar muito por isso?Por mais tentado que eu fique a dar os nomes desses produtores filhos da puta que fazem isso [e como eu gostaria] eu não o farei e espero que um número suficiente de vocês leiam esse artigo e digam a eles, educadamente, que se fodam quando entrarem em contato com vocês [como eu já mandei muitas e muitas vezes].

+++ Historinha engraçada: No meu último ano em Minneapolis, um desses produtores ficou me enchendo o saco para tocar em uma casa na qual eu já havia sido a atração principal da noite várias vezes. Eu disse a ele que geralmente eu coloco 500 pessoas em meus shows como atração principal e não estava interessado na proposta dele [já que eu tinha uma boa relação com o dono da casa]. Ele respondeu explicando quanto dinheiro a mais eu poderia fazer com o acordinho filho da puta dele se eu colocasse 500 pessoas lá [duh!]. Eu repliquei dizendo que ‘não, obrigado’ e que por favor não me contatasse mais. Eu então fui abordado pela mesma ‘pessoa’ várias vezes por email nas semanas seguintes. Eu fiquei cada vez mais irritado, até que eu finalmente entrei em contato com o dono da casa e disse a ele o que estava acontecendo e como isso estava queimando o filme do lugar e como eles deveriam parar de trabalhar com esse organizador. O dono cancelou o próximo show dele e não trabalhou mais com essa pessoa desde então. PRONTO! Mais bandas precisam fazer isso em mais cidades.

LIÇÃO APRENDIDA: Não pague para tocar em casas legais. Você será PAGO [uma boa quantia] para tocar nelas quando você puder arrastar um público substancial até elas.

UM MUITO RUIM

A casa pega o número do cartão de crédito de alguém da banda no começo da noite para cobrir a diferença da quantidade mínima de pagantes.

DO QUE SE TRATA: Isso é quase tão ruim quando a situação anterior. Uma casa pega o cartão de crédito de uma banda no começo da noite e, a menos que um certo número de pessoas pague para ver a banda [o porteiro tem uma lista comparativa] a um preço absurdo de couvert, a casa debitará a diferença no cartão da banda. Eles geralmente exigem um mínimo de 50 pessoas para assistir você a $15 por cabeça [do qual eles ficam com 100%] e daí então dividem tudo 50/50. Então, se você colocar 100 pessoas, você sai com $375, e a casa fica com $1125. Basicamente, você está recebendo 30% SOMENTE se você colocar 100 pessoas. Se você trouxer 50, você não ganha nada. Isso acontece de fato em casas de Sunset Strip.

ISSO É JUSTO?: Não. Você e a casa deveriam estar no mesmo barco. Você se arriscou tocando no palco deles, eles deveriam arriscar em você. Eu entendo, eles estão tentando se proteger financeiramente, mas há modos muito mais éticos de se fazer isso.

LIÇÃO APRENDIDA: Se a casa não tem fé que você vai trazer público, então não aceite o show.

RUIM

Casas que cobram uma ‘taxa de aluguel’.

DO QUE SE TRATA: Casas noturnas que também abrigam eventos privados como casamentos ficaram atentas ao fato de que estavam ganhando muito mais dinheiro quando realizavam festas de casamento ao alugar a casa do que quando organizam uma noite de shows. Então elas pensaram, ‘por que não pedir às bandas quase o mesmo valor para organizar um show em nossas belas instalações?’ Eles farão você alugar o lugar por uns $1500. Você pode cobrar o quanto quiser e ficará com 100% do valor arrecadado [se tiver sorte]. Você está essencialmente fazendo as vezes de produtor. Ah, você também é músico? Hm.

ISSO É JUSTO?: Bem, não é o ideal. A casa está basicamente garantindo o seu e vai conseguir a despeito de você levar alguém ou não. Eles estão apenas admitindo que têm ZERO de chance na sua capacidade de atrair público e lhe farão um grande favor ao DEIXAREM que você toque lá [por uma quantia exorbitante].

LIÇÃO APRENDIDA: Eu geralmente aconselho a não fazer isso. Toque em outra casa que ofereça um contrato justo e padronizado. Ou, esmiúce os números e se você achar que você levará pessoas em número suficiente para fazer deste um acordo que vale a pena, mete a cara. Ajuda pagar de organizador de vez em quando.

SUSPEITO

Casas que só te pagam depois que certo número de pessoas tiver vindo ver você

DO QUE SE TRATA: Eu só vi esse tipo de acordo em Los Angeles e Nova Iorque [algumas outras cidades estão aderindo]. Basicamente, o porteiro tem uma comanda na porta com o nome de cada banda nela. A casa bola um modo à parte [padrão] para negociar com cada banda. Tipicamente, você só recebe se um certo número de pessoas [já vi de 1 a 75] pagar para lhe assistir [e não às outras bandas do evento]. Daí você recebe uma fatia do bolo a partir do primeiro tostão pago acima da cota. O que quer dizer que se o mínimo for de 35 pessoas a $10 e você levar 33, você sai com $0 [e a casa pega os seus $330 – e todas as bebidas que os seus fãs compraram]. Contudo, se você levar 35 pessoas [e o acordo for de 60%] você sai com $210.

ISSO É JUSTO?: Até é, mas não muito. Por cima, parece que eles só estão cobrindo suas despesas, MAS, se eles têm cinco bandas no programa e cada uma tem que levar 35 pessoas a $10, a casa acaba ficando com MUITO MAIS do que apenas o necessário para cobrir despensas. Se cada banda levar 30 pessoas a casa fatura $1500 [30 pessoas x $10 x 5 bandas] e cada banda ganha $50. Vai se fuder!

LIÇÃO APRENDIDA: Eu não gosto destes acordos porque eles encorajam a competição entre os artistas e não a postura ‘estamos todos no mesmo barco’ – da qual eu compartilho. Você tem 0 de incentivo para trabalhar com as outras bandas do cast para que a coisa dê certo, encorajando que os fãs fiquem do começo ao fim. Por causa disso, bandas em Los Angeles e Nova Iorque não se conhecem muito bem e tipicamente aparecem pouco antes de seu show e saem logo depois – o que aliena aos fãs também. É MUITO raro ver fãs em LA ou NYC ficarem na casa para uma noite inteira de música [por causa dessa prática]. As casas não se dão conta de que se elas parassem de oferecer tais acordos e começassem a encorajar a promoção do evento como um todo, elas ficariam com mais gente dentro por maia tempo [mais venda de bebidas]. Mas até aí, eu não mando nessas casas.

O PADRÃO

As casas deduzem um valor do montante arrecadado

DO QUE SE TRATA: A casa deduz um montante do total pago à porta antes de rachar a portaria. Eu já vi desde $50-$1500 num clube com capacidade de 700 pessoas ou menos [$1500 no Roxy da Sunset Strip]. O padrão é $50-350 dependendo do tamanho da casa. Qualquer coisa acima de $350 por uma capacidade menor do que 700 pessoas é um roubo.

ISSO É JUSTO?: Claro. Eles não precisariam contratar um técnico de som ou um porteiro se você não estivesse tocando lá naquela noite. Esse dinheiro [geralmente] vai diretamente para essas pessoas e daí a casa divide o resto com você de modo justo. Mas quando as casas começam a cobrar você por segurança e bartenders [como o Roxy], daí então você deveria reagir: ‘Ah bem, nosso pessoal do merchandise custa $100 cada noite, nosso técnico de guitarra cobra $250 e nosso gerente de groupies custa $300. Vamos deixar assim?’

O BOM

Portaria dividida totalmente

DO QUE SE TRATA: Muitas casas ficam felizes em ter você e dividirão a portaria com você desde a primeira pessoa que pague o couvert. O acordo é esse. Se 50 pessoas entrarem a $10 e você tiver uma proporção de 70/30 com a casa, você sai com $350.

ISSO É JUSTO: Com certeza. Eu vejo esse acordo de vez em quando, mas a maioria fica com pelo menos $50 para pagar o técnico de som.

O EXCELENTE

Garantia mais % da Portaria

DO QUE SE TRATA: Se você já for mais estabelecido e tiver um excelente relacionamento com a casa, você pode negociar esse tipo de acordo. Tem que ter bala na agulha, e um histórico comprovado com o lugar. As casas fazem isso por você para que você toque nelas [e não na concorrência]. Devido a seu histórico comprovado, eles se sentem seguros de que a quantidade de divulgação que eles farão trará pessoas o suficiente a seu show para que ele seja financeiramente compensador para eles.

ISSO É JUSTO?: Com certeza. Você fez por merecer!

Há uma linha tênue entre o aceitável, ético, bom para os negócios e produtivo para a carreira.

Olhe pelo ponto de vista da casa: eles estão se arriscando a cada vez que abrem as portas para um show. Se ninguém aparecer, eles têm que perder dinheiro [porteiro, cara do som, bartender, eletricidade, calefação, refrigeração, e por aí]. Se for uma casa unicamente dedicada à música e não abrir a menos que seja para um show, então eles estão perdendo dinheiro a partir do momento em que abrem as portas, até que as pessoas [de preferência que bebam] entrem na casa.

A ideia mais errada que as bandas têm sobre esses lugares é que a casa vai divulgar seu show e trazer gente para dentro. As casas acham que as bandas deveriam divulgar seus shows e trazer pessoas. No fim das contas, os dois acabam não promovendo o show e ninguém aparece.

A razão pela qual todas as casas em A e NYC podem criar acordos tão horrendos para as bandas é porque há MUITAS bandas dispostas a aceitar tais acordos. Se uma banda se recusar, há 10 outras esperando na fila [talvez não tão boas] e que vão topar. Casas em cidades menores tendem a criar acordos melhores para atraírem as bandas boas, que trazem público. Elas se dão conta que se oferecerem acordos leoninos e uma certa quantidade de bandas não aceitar, não haverá banda alguma para tocar na casa deles e eles irão à falência.

O mais importante a se entender é: NÃO TOQUE EM UMA CASA GRANDE SE NÃO PODER LOTÁ-LA. Faça shows em casas menores e as lote. Abra para bandas maiores em casas maiores para construir seu público. Continue lotando as casas pequenas e eventualmente você poderá passar para as grandes com bala na agulha o suficiente para arrancar um acordo justo.

 

Por NACHO BELGRANDE

Em conversa aberta através de sua conta pessoal no Twitter semana passada, o baixista e fundador do MÖTLEY CRÜENIKKI SIXX, revelou que os pacotes de meet-and-greet que a banda oferece desde sua turnê de reunião em 2005 serão também disponibilizados para os shows da turnê de despedida da banda que forem realizados fora dos EUA.

Sendo assim, o fã que desembolsar módicos 3999 dólares estadunidenses [8950 dilmas convertidas pelo câmbio de hoje], terá direito a:

  • Ingresso
  • Meet-And-Greet com Nikki Sixx, Vince Neil e Mick Mars
  • Fotos individuais com Nikki Sixx, Vince Neil e Mick Mars
  • Um item pessoal autografado por Nikki Sixx, Vince Neil e Mick Mars
  • Turnê pelo palco e pela coxia
  • 1 guitarra do Mötley Crüe customizada e autografada para você por Nikki Sixx, Vince Neil e Mick Mars
  • Uma placa do Mötley Crüe – personalizada para você
  • Vale-merchandise no valor de 400 dólares [cerca de 900 Reais], descontáveis na loja VIP exclusiva do site da banda
  • Litografia autografada por Nikki Sixx, Vince Neil e Mick Mars
  • Passe plastificado com cordão – ambos de edição comemorativa limitada
  • Guia para todo o evento
  • Direito a concorrer a dois ingressos para o último show da turnê de despedida

Possíveis datas da banda pelo continente sul-americano ainda não estão confirmadas, e de acordo com o próprio Sixx, serão divulgadas a partir do fim deste ano.

 

A data de ontem, 19 de Abril, marcou os sessenta anos do über-produtor e engenheiro de som [além de músico profissional] Robert Jeans Rock, conhecido pelo populacho como BOB ROCK, o homem que remodelou a sonoridade do hard rock e do heavy metal mundiais ao longo dos anos 80 e 90, e que está na ativa desde os anos 70.

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Sob a batuta do já finado e igualmente canadense produtor BRUCE FAIRBARN, Rock viu sua carreira como engenheiro e produtor deslanchar a partir da segunda metade dos anos oitenta, quando sua inspiração para arranjos e timbres de guitarra começou a se destacar em meio a suas parcerias com Fairbarn [que por sua vez, era mais familiarizado e sedimentado na seção de metais], e seu primeiro trabalho a redefinir tanto a sonoridade de uma banda [o que ele já conseguira com o THE CULT em ‘Sonic Temple’] como sua personalidade artística e conceitual em geral foi o álbum ‘Dr. Feelgood’, com o MÖTLEY CRÜE, em 1989.

Foi ao ouvir o som da caixa da bateria no disco do grupo angeleno de hard rock [e que se tornou o mais vendido da carreira da banda, além do primeiro a chegar ao topo das paradas dos EUA] que o baterista do METALLICALARS ULRICH, começou a sondá-lo para comandar a confecção do sucessor de “… And Justice For All”. Começava ali a parceria banda & produtor mais bem-sucedida dos últimos trinta anos, e que catapultou o Metallica ao megaestrelato e Bob à fortuna.

Junto a James Hetfield ET AL, o produtor criaria um catálogo à parte dentro da discografia da besta-fera thrash, onde, em conjunto com a habilidade sobrenatural de seu engenheiro de confiança, RANDY STAUB, teceria timbres e nuances que muitos tentaram imitar sem sucesso. As frequências obtidas pela dupla Rock & Staub em LPs como ‘Metallica’ [1991], ‘Load’ [1996], ‘ReLoad’ [1997] e ‘Mötley Crüe’ [1994] – todas obtidas a partir de uma alquimia elaborada e sofisticada de captação e gravação via parafernália analógica e digital – são usadas como samples e referência de afinação por vários engenheiros e músicos mundo afora.

Rock refez sua vida a partir dos royalties que discos comercialmente sísmicos lhe proporcionaram, e uma vez devidamente abastado, transferiu-se de Vancouver para Maui, no Havaí, onde tem uma propriedade à beira-mar onde possui um estúdio e vive com sua esposa e filhos.

Abaixo, uma lista – bastante curta, dada a abrangência demais de 100 trabalhos em sua carreira – de dez álbuns essenciais para conhecer melhor a obra do Rei Midas do rock pesado.

10. ‘The Blitz’ [1984] Krokus

Antes de embarcar na carreira de produtor, Bob passou por um longo período de aprendizado como engenheiro de estúdio para Bruce Fairbarn. Dentre as várias empreitadas bem-sucedidas da dupla, iniciamos a lista com os suíços do Krokus, que conseguiram fazer sucesso no mercado estadunidense com ‘The Blitz’.

9. ‘Sinner’ [2006] Joan Jett & the Blackhearts

Mais recentemente, Rock emprestou sua vasta experiência á veterana Joan Jett, cujo último lançamento no mercado fonográfico dos EUA havia sido lançado mais de uma década antes. Com a ajuda de Rock, ela compilou uma seleção de músicas antes só disponíveis no Japão e as misturou com alguns covers no aclamado álbum ‘Sinner’.

8. ‘A Little Ain’t Enough’ [1991] David Lee Roth

Quando Dave já lutava para manter sua carreira solo prosperando, ele contratou Bob para produzir seu terceiro álbum ‘full length’ [e primeiro sem STEVE VAI], ‘A Little Ain’t Enough’. Mas, a despeito de ter recebido disco de Ouro com poucos meses de sua chegada às lojas, o interesse pelo disco logo se dissipou – assim como a carreira solo de Dave; mas não por culpa do canadense.

7. ‘Get Lucky’ [1981] Loverboy

Se qualquer disco que contenha o trabalho de engenharia de Rock dá amostras que ele já merecia o crachá de produtor, foi o arrasa-quarteirão ‘Get Lucky’, do Loverboy, um dos discos mais vendidos da primeira metade da década de 80 e que produziu uma das faixas mais executadas da história, “Working For The Weekend”.

6. ’Blue Murder’ [1988] Blue Murder

Para muitos fãs de classic rock, o malfadado supergrupo oitentista Blue Murder, com o guitarrista John Sykes, o baixista Tony Franklin e o baterista Carmine Appice, parecia um sonho. Mas como todo grupo dessa estirpe, ele não duraria muito, e o petardo de estreia, produzido por Rock, não seria honrado pelos lançamentos posteriores da banda.

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5. ‘Load’ [1996] Metallica

Os fãs do Metallica que odeiam a ‘Load’ simplesmente porque ele não foi o ‘Black Album 2.0’ são ainda mais otários do que os fãs que sentam o pau em ‘… And Justice For All’ porque não foi um ‘Master of Puppets 2.0’. A real é que a produção de Bob para o Metallica porta, sem exagero algum, os melhores desvios do dito ‘metal puro’ na carreira da banda. Você pode até culpar o grupo por algumas de suas decisões e manobras nas últimas duas décadas, mas não a Bob.

4. ‘Sonic Temple’ [1989] The Cult

1989 pode ser considerado como o ano que assistiu a transição do status de Bob da posição de profissional disputado para guru inatingível, já que foi o ano em que ele produziu dois discos que tiveram grande impacto nas paradas e na MTV. O primeiro foi ‘Sonic Temple’, do The Cult. Foi Rock quem transformou a outrora gótica banda em hard rock visceral para casas grandes e estádios.

3. ‘Mötley Crüe’ [1994] Mötley Crüe

Ajudado pela presença catalisadora de bom gosto e musicalidade apurada do novo vocalista John Corabi, Bob e Randy Staub conseguiram extrair leite de pedra nas sessões que dariam origem aos dois únicos álbuns da banda sem o vocalista Vince Neil: ‘Mötley Crüe’ e ‘Quaternary’. O resultado é um capítulo à parte na história da banda, além do único som de bateria a poder competir com os obtidos pelo Led Zeppelin nos celeiros de pedra da Inglaterra.

2. ‘Dr. Feelgood’ [1989] Mötley Crüe

Claro que o segundo tento de Bob em 1989 foi o quinto e último antes de a merda cair no ventilador disco do Mötley Crüe, ‘Dr. Feelgood’, que vendeu seis milhões apenas nos EUA e levou o grupo a seu único disco #1 das paradas.  Bastariam ‘Sonic Temple’ e ‘Dr. Feelgood’ para que Bob assegurasse seu nome no panteão dos cunhadores de sucessos, mas aí veio…

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1. ‘Metallica’ [a.k.a. ‘The Black Album’] [1991] Metallica

… o chamado dos pesos-pesados do metal, que esperavam que Rock pudesse ajudá-los a fazer com que seu som convergisse com o universo em uma conspiração a favor deles, e deixar para trás o fechado circuito do Jeans e do couro. E foi exatamente o que se conseguiu com este LP, ainda um forte vendedor – na verdade o disco de metal mais vendido DESDE O DIA EM QUE FOI LANÇADO – batendo em 16 milhões de cópias apenas nos EUA.

 

ROGER WATERS está se preparando para relançar seu álbum solo de 1992, “Amused To Death”.

O projeto contém mixagens totalmente novas em estéreo 2:0 e som surround 5:1 conduzidos pelo colaborador de longa data do inglês, o engenheiro de som do PINK FLOYDJAMES GUTHRIE, e terá conteúdo nunca antes lançado e nova arte gráfica.

O álbum será lançado em SACD e vinil de 200 gramas, além de download digital pago no formato DSD.

Não há uma data específica e oficial para que o trabalho chegue ás lojas ainda, mas vários insiders já afirmam que o disco sai em 23 de Setembro.