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PRODUÇÃO

09/05/2013 17:32

Lokaos entrevista Timo Kotipelto do Stratovarius

Author: lokaos

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Dani Buarque conversou com o vocalista do Stratovarius, Timo Kotipelto, ele fala sobre Brasil, ascenção e queda do metal melódico, projetos solo, ex-integrantes e ainda dá nota para alguns vocalistas escolhidos por nós, confira o vídeo:

Imagens e edição: Marcus V. Sobral e Renan B. Martins

Pauta: Edu Rox e Carlos Chiaroni

Agradecimentos: Free Pass Entretenimento – http://www.freepass.art.br/

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Algumas décadas atrás, antes de eu ficar obcecado por rock, eu tinha outro vício em minha vida: histórias em quadrinhos.

Eu me lembro de ter ganho o primeiro número de “Capitão América” lançado pela editora Abril em 1979, e que deve ter sido a primeira HQ que eu de fato li [eu era recém-alfabetizado], ou que pelo menos achei ter lido. EU a guardo até hoje. Claro que devido ao antigo efeito que o cross media causa nas crianças, eu pedia revistas em quadrinhos de personagens que via na TV, e meus pais não viam problema algum em desembolsar uns poucos trocados para pelo menos me acostumar ao hábito de ler, ainda que eu não pudesse decodificar nada textualmente. Transpuseram-se da televisão pra minhas mãos figuras como Homem-AranhaFlash GordonTarzanBatman & Robin [pelos cartoons] e o Super-Homem [pelo filme de 1978 ao qual minha mãe me levou e com o qual eu, claro, PIREI].

Minha relação com as revistas em quadrinhos continuou a se fortalecer ao longo dos anos e piorou MUITO em 1983, quando a Abril tornou-se detentora única dos direitos de publicação da Marvel Comics no país [ocorreria o mesmo com a DC Comics em 1984]. Conhecendo mais sobre que herói pertencia à qual empresa, eu fui me afundando em sebos e bancas de revistas até que em uma viagem a Fortaleza em dezembro de 83, a coisa toda tomou uma proporção preocupante.

Entrei despreocupadamente com meu pai na Livraria do Edésio [uma precursora das atuais Saraiva e FNAC da vida] e me deparei-me com uma BAITA seleção de títulos da Marvel e da DC Comics originais dos EUA.

Cada um custava cerca de quatro vezes mais do que uma título similar nacional, mas tal como eu encararia edições japonesas de CDs dez anos depois, eu não me importava. Valia a pena. Só a publicidade contida nas páginas daquelas revistas já valia o investimento: de que outro modo um moleque ficaria a par dos novos cartuchos do ATARI lançados nos EUA antes da internet?

Consegui arrancar cerca de dez revistas ao longo da viagem toda [ainda as possuo, encadernadas], mediante a promessa de me matricular – e frequentar dignamente – um curso de inglês a partir de 1984.

Lendo, relendo e trilendo aqueles comics, fiquei conhecendo a figura de JIM SHOOTER, editor-chefe da Marvel e um dos maiores gênios da história do ramo, tendo começado sua trajetória na indústria aos 13 anos de idade e que tinha uma coluna tipo ‘cantinho do editor’ ao fim de cada título regular da editora [que hoje pertence à Disney].

Foi Jim quem levou os HQ de novo às massas, colocando-os em caixas de supermercado, aeroportos e lojas de conveniência, multiplicando em mais de dez vezes as vendas da empresa em poucos anos. Alguns dos títulos mais populares de sua administração tinham tiragens de 500 mil cópias, algo impensável para os padrões atuais de consumo.

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Shooter respondia às perguntas dos leitores e anunciava novidades e notícias da redação, era caricaturado pelos artistas subordinados a ele, e foi gentil o suficiente para me responder vi a carta em 1984, quando o indaguei sobre como importar certos títulos. Infelizmente não possuo mais o belo envelope timbrado com o Homem-Aranha que recebi nos confins do Rio Grande do Sul diretamente da Park Avenue de Nova Iorque.

Foi revisitando minha infância recentemente que descobri que Shooter possui um blog – cujo nível de ‘cool’ não pode ser descrito com palavras. Foi nesse blog que me deparei com sua crônica sobre um projeto cinematográfico sabiamente engavetado pela Marvel e que o mundo não merecia mesmo ver.

Em 1979, os chefões da Marvel queriam embarcar na onda ‘disco’ e encomendaram aos redatores uma heroína que fosse uma cantora, e ela tinha que ser moldada na figura da sex symbol BO DEREK [no auge de seu sucesso com o filme “Mulher Nota 10”], tudo isso para uma parceria com a gravadora Casablanca Records. O projeto seria uma empreitada cobrindo revistas em quadrinhos, brinquedos, discos e o cinema.

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Nasceu assim a personagem DAZZLER [ou “Cristal”, como foi batizada no Brasil], uma mutante que podia absorver sons e dominar luzes, e que ganhava a vida como cantora de discothéque. A iluminação de seu show emanava dela própria, sem que os fãs jamais soubessem disso. Quando foi revelado quem ela realmente era, a jovem Alison Blaire caiu no ostracismo e não lhe restou outra opção de emprego a não ser entrar para os X-MEN.

A Casablanca adorou o conceito todo e a joint venture sondou a própria Bo Derek para interpretar o papel no cinema, mas quando ela exigiu que seu marido, o cineasta John Derek, dirigisse a produção, o caldo começou a entornar.

Na foto abaixo, o casal pode ser visto no Festival de Cannes realizado à época das conversas, na qual John carrega uma pilha de revistas da Marvel [“Mulher-Hulk” está no topo]:

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De repente, todas as produtoras de Hollywood queriam bancar o filme, e a Casablanca presumiu que seria uma oportunidade única de supervalorizar seu casting, e a pré-produção do filme estipulava quais artistas do casting da gravadora desempenhariam qual papel na película. Teríamos:

CHER como a “Witch Queen”

DONNA SUMMER [RIP] como “The Queen Of Fire”

KISS como os “Dreadknights”

ROBIN WILLIAMS como “Tristian”

THE VILLAGE PEOPLE como “The Stompers” [a pedido de Paul Stanley?]

LENNY & SQUIGGY como “The Jesters”

RODNEY DANGERFIELD [RIP] como “Dewey”, “Cheetham” e “Howe”

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DISCO DAZZLERHOMEM-ARANHA e OS VINGADORES completariam a lista de integrantes da trama. A formação dos Vingadores na época era composta pelo HOMEM DE FERROFALCÃOFEITICEIRA ESCARLATEFERA e VESPA.

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Um projeto talvez ambicioso demais, e que realmente acusou o golpe quando Bo Derek desistiu da fita. Símbolo sexual maior dos EUA naquele fim dos anos 70, a atriz, hoje praticamente aposentada, tinha grande prestígio para trazer com ela a algo desse tamanho, e sua resignação oficial em 1980 bem enterrou as pretensões da Casablanca e da Marvel quando todos os interessados se debandaram com ela.

Ainda houve uma segunda tentativa de se realizar o filme, que agora teria DARYL HANNAH no papel principal, mas a sinopse não atraiu investidores suficientes para tirar a ideia do story board.

Ainda assim, vale – muito- apena conferir a sinopse e o tratamento planejados para o roteiro e o conceito do malfadado acordo, que você pode conferir em .pdf direto dos arquivos do próprio Jim Shooter clicando AQUI.

Dazzler ainda é um personagem presente na Marvel e celebrado por fãs de HQ, sendo presença constante em feiras especializadas ao redor do mundo na forma de cosplay.

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Show acontece no Hangar 110, em maio e finalmente terá um set completo do MX

Depois de se apresentar no Executer Fest (Amparo), e na abertura para o Arch Enemy (São Paulo) em 2012, e na abertura do Destruction (Catanduva) e em São José dos Campos, em 2013, o MX finalmente fará o tão aguardado show na capital paulista, no Hangar 110, no dia 26 de Maio, domingo.

Junto do MX, toca a banda Hellsakura, com um set igualmente completo, e os convidados especiais do The Black Coffins, banda paulista que vem sendo considerado a grande revelação do cenário, com o lançamento do EP “III Graveyard Incantation”, uma mistura violenta de death metal, hardcore e punk.

O Hellsakura já está na estrada desde 2008, e seu disco de estreia, “Blood To Water” foi lançado em 2011 pela Tumba Records, recebendo excelentes criticas pela mistura de metal e punk rock. Formado por Cherry (vocal e guitarra, ex-Okotô), Donida (guitarra, Matanza), Napalmer (baixo) e St. Denis (bateria), o Hellsakura promete um set especial para esse show.

Este será o primeiro show do MX após a gravação de seu disco de clássicos, que trará músicas dos álbuns “Simoniacal” (88) e “Mental Slavery” (89), repaginadas, versão 2013.
Vale lembrar que a banda voltou com sua formação original, Alexandre Cunha (vocal e bateria), Morto (baixo e vocal), Dumbo (guitarra) e Décio (guitarra)

O valor dos ingressos está bem acessível, apenas 15 Reais na venda antecipada (Atenção, já é preço de meia-entrada!) e R$ 25 no dia do show, na porta.
“As pessoas sempre nos cobram por um show completo, e com ingressos nesse valor, não tem desculpas. Quero ver todos nossos fãs e amigos, lá”, comentou Alexandre Cunha.

Confira o serviço do show:
Hangar 110 apresenta:
MX
HELLSAKURA
Banda convidada: The Black Coffins

Local: hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110 – próximo ao metrô Armênia, São Paulo)
Horário: 19h

Ingressos: R$ 15 (antecipado) ***preço promocional igual a meia entrada
R$ 25 (no dia, na porta)

Locais de venda:
Galeria do Rock/SP: Loja 255 (Rua 24 de Maio, 62, Segundo andar, loja 255)
Bilheterias do Hangar 110

ABC: Metal CDs (Rua Eliza Flaquer, 184, Centro, Santo André)

Internet: www.ticketbrasil.com.br

Sites relacionados:
www.bandamx.com.br
www.hellsakura.com
www.theblackcoffins.bandcamp.com

20/05/2013 23:20

Lokaos Lançamentos – Mai/13 – 1

Author: lokaos

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Nesta quinzena, Bento Mello e Carlão da Animal Records comentam:

• Hatchet
• Lost Society
• Kill Switch Engage
• Hammerfall
• Skid Row
• Tom Keifer

Fique por dentro do que está rolando!

Imagens e edição: Marcus V. Sobral

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O único e legítimo Madman de nosso tempo, OZZY OSBOURNE fez mais uma apresentação memorável em sua carreira no último sábado, quando participou de um show pequeno para angariar fundos para o Gay & Lesbian Center de Los Angeles no último dia 18 de Maio.

Ozzy – cantando muito bem e aparentemente em boa forma física – mandou o épico “War Pigs” do BLACK SABBATH, tendo como banda de apoio o guitarrista STEVE STEVENS [BILLY IDOLVINCE NEILJERUSALEM SLIM], o baterista de turnê do atual Black Sabbath TOMMY CLUEFETOS BILLY MORRISON [BILLY IDOL, THE CULT].

Assista ao vídeo clicando AQUI

 

Nos últimos dias 11 e 12 de Maio, realizou-se em Chiba no Japão, a edição 2013 do OZZFEST, à qual muitas bandas de variados segmentos do hard rock e do metal foram escaladas, dentre as quais o BLACK SABBATH com TOMMY CLUEFETOS, o guitarrista inglês SLASH com MYLES KENNEDY & THE CONSPIRATORS, e Corey Taylor liderando tanto o SLIPKNOT como o STONE SOUR.

O material abaixo é uma galeria das apresentações das bandas listadas acima.

Black Sabbath

Slash

Stone Sour

Slipknot