Bem-Vindo!

Ao site do Lokaos Rock Show.


ROCK DE VERDADE, COMO DEVE SER MOSTRADO!

Colaremos:

18/09/2014 03:21

Lokaos entrevista Dave Lombardo (ex-Slayer)

Author: lokaos

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Julia Bueno entrevistou o lendário baterista Dave Lombardo, ele fala sobre sua passagem pelo Brasil, Slayer, projetos futuros e muito mais, confira:

Pauta – Edu Rox e Nacho Belgrande
Tradução – Nacho Belgrande
Gravação – Gabriel Carvalho
Edição – Jonas Souza
Agradecimentos – Manifesto Bar e Bateras Beat

O oficial de polícia que deu fim ao massacre de inocentes que vitimou a DIMEBAG DARRELL perdeu sua carreira como resultado daquele episódio.

JAMES NIGGEMEYER atirou e matou Nathan Gale na casa noturna Alrosa Villa em Columbus, Ohio, no dia 8 de Dezembro de 2004, logo após ele ter assassinado o icônico guitarrista do PANTERA e três outras pessoas, além de ter ferido a outras sete.

Mas ele teve que deixar a polícia três anos depois, e diz que ele nunca se recuperou da dor emocional do horroroso incidente.

Niggemeyer disse ao jornal Columbus Dispatch: “Eu fui diagnosticado com distúrbio de stress pós-traumático e distúrbio de ansiedade aguda.

“Eu descobri que você não tem controle algum sobre seu cérebro. Ele faz o que quiser. Os policiais são seres humanos normais – as coisas nos afetam do mesmo jeito que afetam aos cidadãos comuns. Nós lembramos e temos que lidar com aquilo.”

Depois de ter sido removido de campo, ele teve baixa da polícia, apesar de ainda trabalhar para o município. “Aquilo mudou o rumo da minha carreira, e não foi pra melhor”, ele reflete. E comenta. “Eu fico feliz por ter podido acabar com aquela situação e impedir que mais tragédias ocorressem depois que eu cheguei. Mas aquilo não melhorou minha vida em nada.”

Niggemeyer, agora com 41 anos, permanece passando por terapia.

O dono da casa noturna, Rick Cautella, lembra-se de como Gale, que tinha um histórico de doenças mentais, ainda tinha 35 balas e estava segurando um roadie como refém quando Niggemeyer entrou no clube e atirou nele. “Você sabe quantas mais vidas ele poderia ter ceifado naquela noite?”, questiona Cautela. “Foi inacreditável.”

Mas Niggemeyer insiste que os louros devem ser colocados naqueles no local que tentaram agir antes de ele chegar, dizendo: “Quando a tragédia chega, há pessoas que a encaram – fincam o pé cara a cara com a morte e dão suas vidas para salvarem outras. Eles fizeram isso sem polícia ali, sem armas. Aqueles são os heróis de verdade para mim.”

Em maio, o lutador de MMA MATT BROWN, que estava no clube durante o massacre, lembrou dos eventos da fatídica noite, declarando: “Dimebag estava no chão. Eu não havia escutado nenhum tiro, mas eu vi sangue e achei que ele tivesse sido esfaqueado. Corremos pro palco – ‘Vamos lá, vamos pegar esse cara’. Eu pensava, ‘Alguém tem que fazer alguma coisa’.”

 

06/12/2014 12:25

W. Axl Rose: novo álbum pode ter música composta com Slash

Author: NachoBelgrande

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O guitarrista da atual versão da agremiação musical de acadêmicos do condado de Nuestra Señora de La Reina de Los Ángeles comandada há mais de vinte anos pelo vocalista W. AXL ROSE, RICHARD FORTUS, sugeriu que o próximo álbum do projeto poderia incluir músicas compostas pelo ex-guitarrista do GUNS N’ ROSES, SLASH – quase duas décadas depois deste ter saído andando do grupo.

As especulações têm aumentado nos últimos meses, todas apontando para a hipótese de que Rose estaria próximo a confirmar o sucessor de seu primeiro disco no total controle do conteúdo musical, ‘Chinese Democracy’.

Conversando em uma oficina mês passado, Fortus disse, “Há tanta coisa gravada. Há três álbuns de material. Axl está muito preocupado com o sigilo – ele não quer que nada vaze. Ele quer criar as coisas e depois lança-las quando estiverem prontas. Ele também é meio perfeccionista, como você pode imaginar.”

Ele ainda emendou: “Parte do material brota do nada e outras eram ideias que já estavam ali. Algumas das coisas que Slash fizera – foi o começo da semente de uma música que tem rolado por ali faz um tempo.”

Enquanto isso, Rose riu ao mais recente boato de sua morte, depois de um site falso publicar a notícia de que seu corpo teria sido encontrado em sua casa. Ele tweetou uma foto fantasmagórica tirada em seu estúdio caseiro e depois indagou: “Se eu estiver morto, eu ainda tenho que pagar impostos?”

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O radialista e apresentador do canal televisivo estadunidense VH1 EDDIE TRUNK abordou recentemente, em seu programa, a relação entre a gravadora Atlantic Records e a banda BADLANDS.

Trunk falou abertamente com seus convidados – os músicos do RED DRAGON CARTEL Jake E. Lee [OZZY OSBOURNE] e GREG CHAISSON. Ambos foram do Badlands no fim dos anos oitenta e começo dos anos 90.

O Badlands também tinha em seu elenco o baterista Eric Singer [atualmente no KI$$] e o finado vocalista Ray Gillen [BLACK SABBATH].

Lee e Chaisson discutiram muitos assuntos relacionados à carreira em quase 2 horas de programa [ouça abaixo] mas foi Trunk quem disparou alegações a respeito da doença do vocalista como o motivo pelo qual o catálogo do Badlands não está disponível ao público.

O anfitrião do THAT METAL SHOW afirma: “Eu nunca inventaria algo desse tipo, mas muita gente me disse que tentou licenciar aqueles discos do Badlands, e a licença foi revogada em questão de duas semanas. Acabou de acontecer, menos de um ano atrás.  Há um selo na Inglaterra chamado Rock Candy Records, que remasterizou e relançou os dois primeiros discos do Badlands. Antes disso, foi com um selo chamado Koch”.

Trunk acrescentou, enfaticamente, “Eu conheço as pessoas do departamento de A&R que concederam as autorizações. E depois de 2 semanas após os lançamentos chegarem ao mercado, eles as revogam. E eu fui informado que a razão passada a esse pessoal do A&R é que Ray estava muito doente, e no fim, ele, você sabe, ele morreu de AIDS, e ele havia infectado algumas mulheres. E foi uma concessão às famílias impactadas com isso, foi dito a elas que aqueles discos não serão mais vendidos.”

Jake E. Lee, de imediato, sai em defesa de Gillen e manda: “Eu não entendo como isso ajuda essas pessoas. Não vejo de que modo.”

Chaisson concorda, “exatamente”.

Lee continua: “Eu diria, me provem. Qualquer pessoa pode dizer que foi infectada por Ray. Quer dizer, como é que vamos saber?”

Durante a entrevista, tanto Lee como Chaisson parecem ficar desconfortáveis com as alegações de Trunk. Fica bastante claro que eles não estão confortáveis com o assunto e em questão de minutos após o início dos comentários de Trunk, Lee diz: “Eu realmente preciso mijar”.

O trecho em questão começa na marca de 1 hora e 34 minutos do stream abaixo.

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O ex-guitarrista do MEGADETH, JEFF YOUNG, disse que a banda ‘já era’, e que ele nunca voltaria ao grupo.

Ele foi membro do grupo do ativista cristão de direita DAVE MUSTAINE apenas às gravações do álbum “So Far, So Good… So What!”, de 1988, antes de sair de modo turbulento, sob acusações do ex-guitarrista do METALLICA de que ele ‘só falava merda’ durante toda sua passagem pela agremiação.

Perguntado ao Facebook se ele consideraria voltar, Young declara: “Eu tenho zero interesse na ‘situação do Megadeth’. A banda já morreu. Podem enterrar.”

 

Do artigo original ‘Why the future of rock is tribute bands and franchises’ de JAMES MADD

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A semana passada viu o relançamento comemorativo do décimo aniversário de ‘Some Kind of Monster’, do METALLICA, em Blu-ray. Nem precisamos dizer a você, esse é um dos grandes documentários do rock de todos os tempos. Focando nas gravações de seu fraco álbum “St. Anger”, ele mostra todos os chiliques e quadros passivo-agressivos que você aguenta, além do bem-vindo bônus de um psicólogo em tempo integral trajando uma horrenda roupa de tricô que quer ajudar com as letras. Visto dez anos depois, o que mais impressiona é que o paradoxo em si – que a banda faça qualquer coisa para permanecer na situação que os deixa sofrendo e com raiva – seja mais relevante do que nunca. Por que é que eles não simplesmente acabam com a banda?

A resposta, claro, é que as bandas não se separam mais, e ninguém mais se aposenta. Eles podem até ‘dar um tempo’, mas se por ventura cometeram o erro de romper, pode apostar que eles vão se reunir muito em breve. Isso virou tão norma de regra que ficou difícil acreditar que, nos anos 80, antes de o Live Aid revitalizar os shows em estádios, os músicos de rock se preocupassem sobre quanto tempo eles conseguiriam aguentar naquela vida. Foi só recentemente que todos eles decidiram que a resposta era ‘até quando aguentarmos’.

Esse ano, alguns dos grandes nomes começaram a dizer que estão chegando perto disso. O PINK FLOYD declarou que seu novo [bem, ‘enovecido’] álbum ‘The Endless River’ será o último. OZZY OSBOURNE disse que ele ‘faria mais uma turnê com o BLACK SABBATH, mais um álbum do Black Sabbath, e daí vamos encerrar, creio eu’. Esse ‘creio eu’ é o que pega, contudo – isso torna tudo tão definitivo quanto as turnês de despedida de FRANK SINATRA. Ozzy sabe que ele tem que manter suas opções abertas porque se ele não ficar esperto, eles pegam um holograma de RONNIE JAMES DIO e caem na estrada. Se isso não der certo, eles pegam TONY MARTIN mesmo.

A morte é mesmo o único obstáculo aqui, e até pra isso há soluções. Preparando-se para lhe entreter nas maiores casas do Reino Unido em Janeiro está o QUEEN, com ADAM LAMBERT nos vocais, um concorrente do American Idol que tinha nove anos de idade quando FREDDIE MERCURY faleceu. Nesses casos de ‘herança’, tal como o JOURNEY e o JUDAS PRIEST já mostraram antes, contratar um imitador como esse, seja de um programa de calouros ou der uma banda cover, tem enormes vantagens em relação a achar um novo vocalista que possa ter seu próprio estilo e, muito possivelmente, suas próprias ideias.

E se o vocalista pode ser substituído, então os outros membros da banda também o podem. Assim como o Menudo, a boyband latino-americana que trocava qualquer integrante tão logo ele completasse 16 anos, as bandas podem ser gradualmente renovadas até que nada além das canções permaneça. Isso já começou: O DR. FEELGOOD já não tem mais membros originais faz 20 anos, enquanto ROBERT JOHN GODFREY, o único membro original restante dos decanos do progressivo THE ENID, anunciou que sua jovial banda irá seguir em frente após sua iminente aposentadoria. JON ANDERSON disse a mesma coisa sobre o YES faz um tempo, apesar de isso ter ocorrido antes de ele ter perdido a vaga para uma banda tributo.

Encare tudo isso como uma versão rock da GLENN MILLER ORCHESTRA, que está tocando ‘Chattanooga Choo-Choo’ por boa parte dos últimos 70 anos desde que seu líder desapareceu.

O Queen, que nunca perde uma oportunidade de expandir a marca, está à frente da tendência. ROGER TAYLOR já previu a formação de uma banda tributo ao Queen oficial, a Queen Extravaganza, que sairá em turnê quando ele e BIAN MAY não puderem, enquanto recebem uma parcela dos lucros. Em um mundo onde as casas de shows estejam cheias de Antarctic Monkeys, Kast Off Kinks e Clone Roses, por que é que os originais não recebem parte da grana, assim como Andrew-Lloyd Webber o tem para cada produção de ‘O Fantasma da Ópera’?

O THE WHO parece estar pensando nisso também. Antes da atual turnê, ROGER DALTEY confessou que isso era o começo de um ‘longo adeus’, dizendo ‘eu não sei o quanto mais minha voz durará’. Eles então celebraram seus cinquenta anos de carreira em um show com vocalistas desde EDDIE VEDDER até LIAM GALLAGHER cantando os sucessos com a atual versão de turnê do grupo. Pete Townshend sequer aparecer.

Talvez não precisemos dele. Nossa obsessão com ver ao vivo em um show as mesmas exatas pessoas que tocaram em nossos discos favoritos só tem a mesma idade do The Who. Antes disso, nós ficávamos felizes o suficiente com alguém cantando uma boa canção, e as vendas de um sucesso eram muitas vezes divididas entre duas ou mais versões rivais. Desde os BEATLES, temos ficado atrelados à ideia de que somente os originais podem tocar uma música do jeito certo. A verdade é que agora, apesar de podermos estar no mesmo espaço físico que nossos ídolos, o que estamos ouvindo é uma pálida imitação do que eles foram na juventude.

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Ao invés dos Beatles, um modelo melhor do que queremos agora pode ser o THE BOOTLEG BEATLES. Afinal de contas, eles já tocaram aquelas músicas literalmente milhares de vezes mais do que seus compositores, e com a vantagem de poderem ouvir a si próprios quando tocaram. E mais, as bandas tributo dão o show que queremos ver. Não só os tributos ao Pink Floyd tocam o material com ROGER WATERS, mas tampouco passam metade da apresentação tocando o novo álbum com o qual você não se importa. Essa semana, havia gente suficiente pra que o BRIT FLOYD lotasse a Wembley Arena [e eles nem são o tributo ao PF mais conhecido]. Do mesmo modo, há tantos tributos ao GENESIS que você pode agora escolher a era: Há o MAMA, que se se classifica como ‘de todas as eras’, o G2, que ‘se especializa na turnê Seconds Out de 1978’, e o THE MUSICAL BOX, do Canadá, que recria os álbuns ‘Selling England By The Pound’ e ‘Foxtrot’. A lista é enorme.

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Tal tipo de recriação obsessiva de momentos muito específicos da história musical pode se provar ser uma nostalgia passageira, junto com aquele lance de álbuns sendo executados pelas bandas ao vivo em sua ordem original do LP. O que irá continuar, entretanto, é nosso desejo de ouvir os maiores sucessos tocados ao vivo.  A questão agora é o quanto nós nos importamos com quem o esteja tocando. Por que é que o classic rock não fica mais como o teatro, com equipes e elencos mudando constantemente e produzindo o espetáculo ao seu próprio modo? Imagine a liberdade que isso poderia dar aos gigantes do rock, atualmente saturados pelo peso de seus passados. Sae outra pessoa estiver tomando conta do legado, eles podem deixar a banda, desapegar-se do passado e achar novos mundos para conquistar. Talvez alguém devesse apresentar o Metallica ao SANDMAN, MENTALLICA, METALLEEKA e ao DAMAGED INC.

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