Bem-Vindo!

Ao site do Lokaos Rock Show.


ROCK DE VERDADE, COMO DEVE SER MOSTRADO!

Colaremos:

27/03/2014 12:28

Lokaos Baú do Gastão – Iron Maiden

Author: lokaos

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No primeiro webisódio de uma série de cinco, o icônico – e decano – VJ da finada MTV Brasil, GASTÃO MOREIRA, repassa sua relação jornalística com um dos maiores nomes do Metal de todos os tempos: o IRON MAIDEN. Junto a ele, o apresentador EDU ROX.

Gravação – Rafael Pacheco e Guilherme Krol Lins
Edição – Rafael Pacheco

21/02/2014 22:17

Lokaos entrevista Phil Lewis do L.A. Guns

Author: lokaos

 

 

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  O vocalista Phil Lewis esteve em São Paulo recentemente para uma apresentação no Manifesto Bar, ocasião à qual nossarepórter Dani Buarque conversou com o frontman da formação clássica do L.A. Guns sobre uma ramificada gama deassuntos, incluindo aí sua arenga com Nikki Sixx, o rompimento com Tracii Guns, sua amizade com Bruce Dickinson, dentre outros. Confira a entrevista no vídeo abaixo:

Pauta – Edu Rox e Nacho Belgrande
Gravação – Gabriel Carvalho
Edição – Jonas Souza
Agradecimentos – Victor Servinskas e Manifesto Bar

A data de ontem, 19 de Abril, marcou os sessenta anos do über-produtor e engenheiro de som [além de músico profissional] Robert Jeans Rock, conhecido pelo populacho como BOB ROCK, o homem que remodelou a sonoridade do hard rock e do heavy metal mundiais ao longo dos anos 80 e 90, e que está na ativa desde os anos 70.

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Sob a batuta do já finado e igualmente canadense produtor BRUCE FAIRBARN, Rock viu sua carreira como engenheiro e produtor deslanchar a partir da segunda metade dos anos oitenta, quando sua inspiração para arranjos e timbres de guitarra começou a se destacar em meio a suas parcerias com Fairbarn [que por sua vez, era mais familiarizado e sedimentado na seção de metais], e seu primeiro trabalho a redefinir tanto a sonoridade de uma banda [o que ele já conseguira com o THE CULT em ‘Sonic Temple’] como sua personalidade artística e conceitual em geral foi o álbum ‘Dr. Feelgood’, com o MÖTLEY CRÜE, em 1989.

Foi ao ouvir o som da caixa da bateria no disco do grupo angeleno de hard rock [e que se tornou o mais vendido da carreira da banda, além do primeiro a chegar ao topo das paradas dos EUA] que o baterista do METALLICALARS ULRICH, começou a sondá-lo para comandar a confecção do sucessor de “… And Justice For All”. Começava ali a parceria banda & produtor mais bem-sucedida dos últimos trinta anos, e que catapultou o Metallica ao megaestrelato e Bob à fortuna.

Junto a James Hetfield ET AL, o produtor criaria um catálogo à parte dentro da discografia da besta-fera thrash, onde, em conjunto com a habilidade sobrenatural de seu engenheiro de confiança, RANDY STAUB, teceria timbres e nuances que muitos tentaram imitar sem sucesso. As frequências obtidas pela dupla Rock & Staub em LPs como ‘Metallica’ [1991], ‘Load’ [1996], ‘ReLoad’ [1997] e ‘Mötley Crüe’ [1994] – todas obtidas a partir de uma alquimia elaborada e sofisticada de captação e gravação via parafernália analógica e digital – são usadas como samples e referência de afinação por vários engenheiros e músicos mundo afora.

Rock refez sua vida a partir dos royalties que discos comercialmente sísmicos lhe proporcionaram, e uma vez devidamente abastado, transferiu-se de Vancouver para Maui, no Havaí, onde tem uma propriedade à beira-mar onde possui um estúdio e vive com sua esposa e filhos.

Abaixo, uma lista – bastante curta, dada a abrangência demais de 100 trabalhos em sua carreira – de dez álbuns essenciais para conhecer melhor a obra do Rei Midas do rock pesado.

10. ‘The Blitz’ [1984] Krokus

Antes de embarcar na carreira de produtor, Bob passou por um longo período de aprendizado como engenheiro de estúdio para Bruce Fairbarn. Dentre as várias empreitadas bem-sucedidas da dupla, iniciamos a lista com os suíços do Krokus, que conseguiram fazer sucesso no mercado estadunidense com ‘The Blitz’.

9. ‘Sinner’ [2006] Joan Jett & the Blackhearts

Mais recentemente, Rock emprestou sua vasta experiência á veterana Joan Jett, cujo último lançamento no mercado fonográfico dos EUA havia sido lançado mais de uma década antes. Com a ajuda de Rock, ela compilou uma seleção de músicas antes só disponíveis no Japão e as misturou com alguns covers no aclamado álbum ‘Sinner’.

8. ‘A Little Ain’t Enough’ [1991] David Lee Roth

Quando Dave já lutava para manter sua carreira solo prosperando, ele contratou Bob para produzir seu terceiro álbum ‘full length’ [e primeiro sem STEVE VAI], ‘A Little Ain’t Enough’. Mas, a despeito de ter recebido disco de Ouro com poucos meses de sua chegada às lojas, o interesse pelo disco logo se dissipou – assim como a carreira solo de Dave; mas não por culpa do canadense.

7. ‘Get Lucky’ [1981] Loverboy

Se qualquer disco que contenha o trabalho de engenharia de Rock dá amostras que ele já merecia o crachá de produtor, foi o arrasa-quarteirão ‘Get Lucky’, do Loverboy, um dos discos mais vendidos da primeira metade da década de 80 e que produziu uma das faixas mais executadas da história, “Working For The Weekend”.

6. ’Blue Murder’ [1988] Blue Murder

Para muitos fãs de classic rock, o malfadado supergrupo oitentista Blue Murder, com o guitarrista John Sykes, o baixista Tony Franklin e o baterista Carmine Appice, parecia um sonho. Mas como todo grupo dessa estirpe, ele não duraria muito, e o petardo de estreia, produzido por Rock, não seria honrado pelos lançamentos posteriores da banda.

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5. ‘Load’ [1996] Metallica

Os fãs do Metallica que odeiam a ‘Load’ simplesmente porque ele não foi o ‘Black Album 2.0’ são ainda mais otários do que os fãs que sentam o pau em ‘… And Justice For All’ porque não foi um ‘Master of Puppets 2.0’. A real é que a produção de Bob para o Metallica porta, sem exagero algum, os melhores desvios do dito ‘metal puro’ na carreira da banda. Você pode até culpar o grupo por algumas de suas decisões e manobras nas últimas duas décadas, mas não a Bob.

4. ‘Sonic Temple’ [1989] The Cult

1989 pode ser considerado como o ano que assistiu a transição do status de Bob da posição de profissional disputado para guru inatingível, já que foi o ano em que ele produziu dois discos que tiveram grande impacto nas paradas e na MTV. O primeiro foi ‘Sonic Temple’, do The Cult. Foi Rock quem transformou a outrora gótica banda em hard rock visceral para casas grandes e estádios.

3. ‘Mötley Crüe’ [1994] Mötley Crüe

Ajudado pela presença catalisadora de bom gosto e musicalidade apurada do novo vocalista John Corabi, Bob e Randy Staub conseguiram extrair leite de pedra nas sessões que dariam origem aos dois únicos álbuns da banda sem o vocalista Vince Neil: ‘Mötley Crüe’ e ‘Quaternary’. O resultado é um capítulo à parte na história da banda, além do único som de bateria a poder competir com os obtidos pelo Led Zeppelin nos celeiros de pedra da Inglaterra.

2. ‘Dr. Feelgood’ [1989] Mötley Crüe

Claro que o segundo tento de Bob em 1989 foi o quinto e último antes de a merda cair no ventilador disco do Mötley Crüe, ‘Dr. Feelgood’, que vendeu seis milhões apenas nos EUA e levou o grupo a seu único disco #1 das paradas.  Bastariam ‘Sonic Temple’ e ‘Dr. Feelgood’ para que Bob assegurasse seu nome no panteão dos cunhadores de sucessos, mas aí veio…

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1. ‘Metallica’ [a.k.a. ‘The Black Album’] [1991] Metallica

… o chamado dos pesos-pesados do metal, que esperavam que Rock pudesse ajudá-los a fazer com que seu som convergisse com o universo em uma conspiração a favor deles, e deixar para trás o fechado circuito do Jeans e do couro. E foi exatamente o que se conseguiu com este LP, ainda um forte vendedor – na verdade o disco de metal mais vendido DESDE O DIA EM QUE FOI LANÇADO – batendo em 16 milhões de cópias apenas nos EUA.

 

ROGER WATERS está se preparando para relançar seu álbum solo de 1992, “Amused To Death”.

O projeto contém mixagens totalmente novas em estéreo 2:0 e som surround 5:1 conduzidos pelo colaborador de longa data do inglês, o engenheiro de som do PINK FLOYDJAMES GUTHRIE, e terá conteúdo nunca antes lançado e nova arte gráfica.

O álbum será lançado em SACD e vinil de 200 gramas, além de download digital pago no formato DSD.

Não há uma data específica e oficial para que o trabalho chegue ás lojas ainda, mas vários insiders já afirmam que o disco sai em 23 de Setembro.

 

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O colecionador de discos CHRIS RESIMAN estava vasculhando uma vasta coleção abrigada em um celeiro na região norte do estado de Nova Iorque quando, ao final da escavação, achou uma caixa cheia de acetatos e demos com décadas de idade. Dentre elas, as gravações mais antigas do guitarrista emérito do KI$$ACE FREHLEY, a serem lançadas por uma grande gravadora, ainda na banda psicodélico-progressiva MOLIMO.

Gravado para a RCA em 1971, a existência do disco tem sido fonte de extensa especulação por parte dos fãs do KI$$ ao longo dos anos, mas quando uma busca pelos arquivos da RCA provou-se infrutífera, a esperança parecia ter sido perdida. O achado de Reisman é talvez a maior descoberta de material ‘perdido’ do rock desde que um acetato de 1966 do VELVET UNDERGROUND foi encontrado pelo colecionador WARREN HILL em um bazar na cidade de Portland em 2004. Reisman colocou o item à venda no Ebay essa semana, e os fãs de KI$$ estão se coçando para terem uma prévia digital do registro.

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Ouça abaixo três faixas do Molimo, clicando nos links:

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O selo especializado em hard rock FRONTIERS RECORDS lançará o novo álbum de estúdio do TESLA, “Simplicity”, no dia 6 de Junho na Europa.

A banda de Sacramento, Califórnia, exibe 14 novas faixas com um nível de empolgação raro para quem está no ramo musical há 30 anos. “Simplicity” é o sétimo álbum de estúdio do grupo, e chega depois de um hiato criativo de seis anos após o lançamento de “Forever More”.

O LP é produzido pela própria banda, tal como ocorrera como “Into The Now”, o aclamado disco de retorno do Tesla, de 2004. Com a supervisão do lendário TOM ZUTAUT – responsável pelos melhores discos do grupo – “Simplicity” traz petardo atrás de petardo, com a costumeira variedade de estilos pelos quais o Tesla desfila com desenvoltura.

A primeira faixa finalizada para o disco, “Taste My Pain”, foi lançada no verão do ano passado apenas no formato digital através do iTunes e da Amazon. Ela foi gravada ao longo de dois dias em Junho de 2013 e é, de acordo com a banda, “uma faixa mais pesada com a batida pesada e as guitarras calcinantes que são marca registrada do Tesla.”

Abaixo, a track list da edição europeia de “Simplicity”
01. MP3
02. Ricochet
03. Rise And Fall
04. So Divine…
05. Cross My Heart
06. Honestly
07. Flip Side!
08. Other Than Me
09. Break Of Dawn
10. Burnout To Fade
11. Life Is A River
12. Sympathy
13. Time Bomb
14. ‘Til That Day
15. Burnout To Fade [Demo] *

*faixa-bônus apenas para a Europa

“Simplicity” foi mixado pelo notório produtor MICHAEL WAGENER [SKID ROWOZZY OSBOURNEMETALLICA, DOKKEN,ACCEPTMÖTLEY CRÜEWHITE LIONEXTREMEPOISONMEGADETHOVERKILLTESTAMENT].

16/04/2014 17:44

Max Cavalera: as drogas e desatinos do período com o Sepultura

Author: NachoBelgrande

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O frontman do SOULFLYMAX CAVALERA, tem feito a divulgação da edição em inglês de sua autobiografia, “My Bloody Roots: From Sepultura to Soulfly and Beyond – The Autobiography”, lançada ontem nos EUA, e falando com o jornal Phoenix New Times, mencionou algumas das passagens mais loucas da obra:

Eu emputeci muita gente. Eu chamei a ex-esposa de Iggor de puta. Paulo não tocou em muitos dos discos. É a verdade. Muita gente não sabia disso. Eu não quis esconder nada. Foi verdadeiro. Até minhas merdas com drogas e álcool. Eu abusei pra cacete deles. Eu não sei como eu sobrevivi. Eu estava tomando tipo, 25 comprimidos de Vicodin por dia e bebendo duas garrafas de vinho por cima. As pessoas precisam saber dessa merda.

Eu estou limpo faz uns oito anos agora.

O começo do Sepultura… era eu pulando pelo palco feito um Diabo da tasmânia e isso era geralmente depois de seis doses de vodka e alguns analgésicos, mas eu não ficava chapado. Era combustível para o show.

Eu sou humano, você sabe, e vulnerável como todo mundo. Eu luto contra demônios contra todo mundo. Foi duro largar de certas coisas. Eu gosto de beber. Eu gosto de ficar chapado. Eu nunca teria vomitado em Eddie Vedder, mas vomitei porque estava chapado. Mesma coisa com Lemmy. Eu nunca teria jogado vinho na cabeça dele, mas eu estava chapado. Eu nunca teria feito isso agora – não em meu estado de sanidade mental – mas eu não aceitava viver de outro modo.

Eu queria que o Sepultura tocasse ‘Orgasmatron’, mas Lemmy não nos deixava, então eu fiquei puto e na ultima noite daquela turnê, todos subimos ao palco durante a última música do Motörhead pelados [risos] com meias em nossas pirocas e arruinamos a noite deles. Lemmy ficou muito puto e gritou com Gloria. Ele disse a ela que nunca daríamos certo no rock n’ roll e que éramos não-profissionais e toda aquela merda. Temos dado risada disso desde então, e acho que ganhamos o respeito deles, de certo modo.