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01/02/2012 19:49

Neil Young: Cantor criou iPod para audiófilos com Steve Jobs

Author: NachoBelgrande

Por Ryan Nakashima

Traduzido por Nacho Belgrande

DANA POINT, Califórnia – o lendário roqueiro NEIL YOUNG levou sua campanha em prol do som digital de alta fidelidade pro palco de uma conferência sobre tecnologia nessa terça passada, dizendo que um gigante da indústria estava do lado dele: o finado Steve Jobs.

Young disse que o co-fundador da Apple era um fã tão grande de música que ele não usava seu iPod e seus arquivos digitais em casa. Ao invés disso, ele usava um formato físico que dizem ter som melhor.

Steve Jobs foi um pioneiro a música digital. O legado dele é enorme”, disse Young. “Mas quando ele ia pra casa, ele ouvia discos de vinil”.

Young ainda disse no evento que ele falou com Jobs sobre criar um formato quer tem 20 vezes mais fidelidade do que a maioria dos atuais formatos digitais, incluindo o MP3.

Tal formato, ele afirma, teria 100 por cento dos dados da música, tal como ela é criada no estúdio, ao invés dos 5 por cento nos arquivos comprimidos como o AAC da Apple. Cada faixa seria enorme, e um novo aparelho para armazenamento e execução conseguiria manter apenas 30 discos de cada vez. Cada canção demoraria cerca de 30 minutos para ser baixado, o que está bom se você deixar o aparelho ligado a noite toda, ele disse.

Durma bem. Acorde pela manhã. Toque música de verdade e ouça a 100% da alegria do som da música”, ele disse.

Apesar de Young não ter um plano prático para desenvolver o formato – dizendo que isso caberia ‘às pessoas ricas’ – ele disse que Jobs estava encarregado da ideia antes de morrer de câncer aos 56 anos em Outubro.

Eu falei com Steve sobre isso. Estávamos trabalhando em cima disso”, afirmou Young. “Você tem que acreditar que se ele tivesse vivido mais, ele tentaria, eventualmente, fazer o que eu estou tentando fazer”.

A opinião de Young sobre Jobs foi confirmada pelo entrevistador Walt Mossberg, um jornalista do All Things D, que apresentou Jobs nas edições anteriores da conferência.

Mossberg disse que Jobs tinha expressado surpresa com o fato ‘das pessoas trocarem qualidade, no grau que o fizeram, por conveniência ou preço.’

Um porta-voz da Apple recusou-se a comentar.

21/09/2011 01:54

O Mundo Pós-MP3: Arquivos FLAC e o Futuro da Audiofilia

Author: NachoBelgrande

 

A fita cassete matou as ‘8-track’.

O CD matou o cassete.

E os formatos digitais estão fazendo um belo trabalho com o CD.

Somente o vinil resistiu ao teste to tempo, apesar de ser mais um item de nicho do que um produto de massa.

Mas tal transição – música digital em aparelhos portáteis agora movendo para o sistema ‘Cloud’ – deve ter o efeito contrário. Ela deve criar um campo de execução maior onde tanto os formatos existentes como os digitais possam vingar.

A beleza do sistema ‘cloud’ é que a música pode ser armazenada em um local e pode ser acessada por diversos aparelhos fazendo uso de diferentes tipos de redes. A cloud não é um mundo onde tudo roda e se encaixa, e isso gera uma explosão de formatos de música. “Serviços como esse vão matar a ideia do que é um arquivo”, diz o Vice-presidente sênior de Tecnologias Emergentes da Warner Music Group ETHAN KAPLAN. “As pessoas vão parar de se importar com arquivos e formatos de arquivos… presumindo que a melhor qualidade possível está sendo enviada do outro lado.

Pelo fato de “o outro lado” abrigar tantas mídias diferentes – telefones móveis, computadores domésticos, caixas de som com som surround, e em breve até mesmo som de carros – os fornecedores de música pela ‘cloud’ precisam de diferentes formatos para assegurar que a experiência do ouvinte seja a melhor que possa ser em cada um desses meios. Por exemplo: para cada canção disponível no [provedor de cloud] Rhapsody, há até uma dúzia de formatos diferentes – desde arquivos em MP3 de 64 Kbps até arquivos AAC de 192 Kbps – armazenados para casos de uso diferentes como o streaming para um telefone móvel ou para o download por parte de um computador doméstico. O ubíquo formato MP3 emergiu no fim dos anos ’90 como um arquivo altamente comprimido que permitia que usuários enfiassem milhares de músicas em um dispositivo portátil. Um arquivo em MP3 de 64 Kbps tem em média 2 MB. Do outro lado do espectro estão os arquivos sem perda e com qualidade de áudio superior, como o FLAC [free lossless audio codec] ou o Apple Lossless, que são em média arquivos de 16-bits, a 44 kHz. Considerados como ‘CDQ’ ou ‘qualidade de CD’, eles têm em média 32 MB cada. Um serviço de cloud poderia facilmente estocar esses arquivos de maior qualidade para seus usuários, mas com certeza não poderia efetuar um streaming deles para qualquer aparelho. Além do fato de que transmitir uma música de 32 MB via streaming em tempo real para um telefone móvel e quase impossível, os custos para fazê-lo seriam astronômicos tanto para o provedor quanto para o usuário.

Streaming de arquivos de alta qualidade exige uma banda muito mais larga, ’ diz o chefe de produtos da Rhapsody, Brendan Benzig. “Haverá limitações quanto ao streaming de arquivos lossless em comparação ao que a maioria das empresas está fornecendo. Em termos gerais, seria proibitivo hoje em dia.”

Isso porque, hoje em dia, tanto as redes sem fio como terrestres estão cobrando pelo montante de dados transmitidos. Tais custos irão cair à medida que a capacidade das redes e da banda larga continuar a aumentar. Mas mesmo se fosse técnica e economicamente possível transmitir um arquivo sem compressão para um telefone móvel, valeria a pena? De acordo com várias ‘degustações’ e opiniões de usuários em fóruns para audiófilos, o ouvinte comum não consegue perceber a diferença entre um arquivo sem compressão e um de 256 Kbps quando eles são executados em um dispositivo portátil através de fones de ouvido comuns. Então por que pagar mais por um stream de qualidade maior para o mesmo dispositivo?

Mas com certeza é possível transmitir arquivos sem compressão da ‘cloud’ para um computador doméstico ou a um sistema de entretenimento conectado à internet. E a capacidade da internet via terrestre é bem maior do que a da sem fio. Mas fazê-lo ainda traria um custo para o fornecedor da cloud, e pelo menos hoje em dia não há pessoas solicitando o streaming de música para suas salas de estar o suficiente – muito menos aquelas que estariam interessadas em arquivos de qualidade superior – para justificar tais gastos.

A demanda dos consumidores não pode estar lá ainda por causa das limitações de infra-estrutura,” diz um executivo de uma grande gravadora digital. “Os varejistas não vão correr atrás disso até que haja uma oportunidade real de mercado.”

À medida que os serviços de cloud crescem em popularidade, tal oportunidade de mercado irá surgir. Atualmente, serviços como o HDtracks [@hdtracks] vendem “downloads de músicas de alta qualidade para audiófilos”, assim como sites como o Ariama [@Ariama], Naxos [@Naxosrecords] e o Beatport [“beatport] – que almejam gêneros mais propensos à audiofilia, como música clássica, jazz e eletrônica. Não é difícil imaginar que outros igualmente interessados em atender ao nicho de audiófilos oferecerão experiências de streaming de alta qualidade também.

Afinal, tudo poderia levar a novos lucros. Uma vez que haja assinantes potenciais o suficiente para tornar tudo isso compensador, os fornecedores de serviços de cloud irão começar a oferecer pacotes para audiófilos que cobram mais por arquivos de qualidade superior e que se adéquam melhor a seus sistemas de ponta. O preço maior cobriria tanto os custos aumentados para executar-se o streaming de um arquivo maior como das taxas de licenciamento mais altas que as gravadoras com certeza pedirão – as atuais licenças só cobrem certas especificações de qualidade, de acordo com fontes em gravadoras.

O público doméstico para nós ainda é relativamente pequeno,” diz Benzig. “Mas é aí que vemos a oportunidade de alavancar a banda larga que entra naquela casa sem as mesmas limitações que temos na mobilidade. É aí que as pessoas tendem a gastar muito dinheiro na experiência auditiva. É um mercado pequeno hoje em dia, mas poderia ser um mercado de massa no futuro, quando mais mecanismos e serviços ficarem conectados em uma casa.”

Fonte: edição estadunidense impressa da revista Billboard de maio de 2011

31/08/2011 00:19

Vinil: quem compra é hipster, não audiófilo

Author: NachoBelgrande

De acordo com um artigo na revista The Economist, as vendas de vinil subiram 39% esse ano em relação ao mesmo período no ano passado nos EUA. O LP mais vendido do ano passado foi ‘The Suburbs’ do Arcade Fire. Ele não é exatamente um favorito entre os audiófilos.

O que fica óbvio por esses números de vendas é que a maior parte desse crescimento n as vendas se deve aos hipsters, não aos audiófilos. Claro que uma categoria pode convergir com a outra, mas a maioria dos audiófilos não é quem está comprando discos de Bob Iver e Fleet Boxes.

Interessantemente, o The Economist não lista ‘qualidade de som’, como uma das razões pelas quais as pessoas estão comprando vinil. Pagar de legal e moderno é a força motriz por trás do ressurgimento do vinil. De acordo com Steve Redmond, que é porta-voz do ‘Annual Record Store Day’ na Inglaterra, o vinil ‘é simplesmente mais legal do que um download. ’ O artigo também menciona que metade dos discos vendidos ‘não é tocado na verdade’. Uma vez que muitos álbuns também trazem um código para download, os fãs estão comprando os discos, baixando a música pelo código, e nem escutando ao vinil. Alguns compradores nem mesmo têm um toca-discos!

Mais um trecho do artigo: “Agora que toda faixa está disponível de graça em serviços de streaming como o Spotify ou através de um site pirata, os fãs de música precisam de algo mais para contar papo. Aquela edição limitada de 12 polegadas em vinil azul translúcido cai serve pra isso.

Fonte: site Digital Music News

Por Henry Rollins

Traduzido por Nacho Belgrande

“Eu tive bastante sorte por ter sido criado em um ambiente onde música de vários tipos era tocada o tempo todo. Eu morava com minha mãe em apartamentos pequenos em Washington, DC, nos anos 60 e 70, e na maior parte do tempo, tinha música rolando. Chopin, Wagner, Beethoven, Coltrane, Miles, Sonny Rollins, Streisand, Baez, Dylan, Miriam Makeba – até mesmo Doors, Hendrix e Janis Joplin.

Nós íamos até uma loja de discos perto de Dupont Circle com frequência. Eu não sei como minha mãe ficava sabendo de novos discos, mas ela parecia sempre estar pegando algo pra ouvir. Eu tinha um toca-discos em meu quarto e ouvia a tudo desde discos de criança até Strauss, dos Beatles até uma cópia de ‘Hot Buttered Soul’ de Isaac Hayes que, de algum modo acabou lá.

Por muitos anos, eu nunca me dei conta da qualidade do som. Eu ouvia à música, e se eu pudesse ouví-la, era bom o suficiente para mim. Você deve entender que isso foi muito tempo atrás – quando você é jovem e trabalhando para ganhar salário mínimo, áudio hi-end pode não estar no topo de suas prioridades. Eu também sei que há muitos fanáticos por hi-fi lendo isso nesse momento que ralaram sem parar em vários empregos, em condições saídas de um romance de [Charles] Dickens, com uma determinação única de comprar aquelas caixas – e por isso, eu vos saúdo.

Naquela época, eu estava comprando discos com todo e qualquer dinheiro extra que eu tivesse: tocá-los não era tão importante quanto comprá-los. Eu não tenho arrependimentos daquele tempo. Muitos dos discos que eu comprei por alguns dólares então eu vejo à venda no Ebay e em outros lugares por quantias astronômicas. Eu fico feliz de sempre ter ido atrás dos discos.

Ao longo dos anos 80 e no começo dos anos 90 eu só possuía os equipamentos de som mais rudimentares, e isso se eu tivesse algum. Aqueles foram dias magros, ainda que agitados para mim. Eu estava, na maior parte do tempo, na estrada excursionando, ou compondo, ou gravando. Eu tinha equipamento acumulado de aqui e dali. Mais uma vez, se eu pudesse escutar aos discos, eu achava que estava tudo bem.

Isso começou a mudar quando eu comecei a passar mais tempo no estúdio e ouvindo material num par gigantesco de alto-falantes Altec Lansing que estavam num estúdio no qual trabalhávamos muito. Eu comecei a pensar em o quão ótimo seria ter algo como aquilo em minha sala. Naqueles dias eu nem tinha uma sala, mas eu sonhava acordado com um belo ambiente para audição.

Falantes Altec Lansing, revestidos com cerâmica.

Meus colegas de banda e eu comprávamos a maioria de nosso equipamento em um lugar chamado Russo Music Center, em Trenton, Nova Jérsei. Ainda está lá. Russo era o pit stop de nossas infindáveis voltas ao redor do mundo. Nosso cara lá era Dan Brewer. Ele e eu tínhamos uma piada recorrente sobre caso eu algum dia fizesse algum dinheiro, eu ligaria para ele e ele me arrumaria um robusto equipamento de som.

Em 1991, eu recebi um pequeno adiantamento e liguei para Dan. Eu disse a ele que eu tinha alguns fundos para entrar em ação. Eu acabei com um sistema muito bom – talvez não o melhor, sonicamente falando, mas ele me durou muitos anos e mandava muito bem: um par de falantes Tannoy de 12 polegadas com um subwoofer de 18 polegadas, um pré-amplificador Carver parafusado ao rack, e um crossover Rane. Não riam – eu disse que não era algo de audiófilo. Para mim, era mais do que eu jamais tinha pensado em ter.

Par de falantes Tannoy de 12"

Pré-amplificador Carver

Cerca de 13 anos atrás eu comecei a fazer o upgrade. Eu subi de maneira constante com grande entusiasmo à medida que ia descobrindo o que era possível. Como você sabe, uma vez que você tenha ouvido um sistema verdadeiramente bem-elaborado e equilibrado, você compara todas as experiências auditivas àquela.

Houveram muitos daqueles momentos parecidos com pular na água trincando de gelada quando eu descobri quanto alguém chega a pagar por um cabo. Se os varejistas de produtos para audiófilos ganhassem um dólar para cada vez que alguém olhou para um cabo na mão deles como se fosse uma [cobra] Mamba preta e perguntaram, enquanto o sangue some de seus rostos que agora são uma máscara de horror e descrença, ‘Quanto você disse que isso custa?!’ Tinha muito disso.

Eu tenho cinco sistemas em minha casa. O que eu mais passo tempo em frente é talvez amador para pesos-pesados do hi-fi como vocês, mas eu gosto muito dele: alto-falantes Wilson Audio Sophia 3s, amplificadores e pré-amplificadores MCIntosh, um toca-discos Rega Planar 3, e um CD Player Rega Valve Isis. No fim de 2012, esse sistema vai se mudar para uma sala diferente, e Brian da Brooks Berdan Ltd., em Monróvia, Califórnia, virá com sua enorme equipe e vamos começar tudo de novo.

Falantes Wilson Audio Sophia 3s

Pré-amplificador MCIntosh

Amplificador MCIntosh

Toca-discos Rega Planar 3

CD Player Rega Valve Isis

Okay, essa foi a parte autobiográfica. Agora, eis a filosófica.

Por que gastar tanto tempo e dinheiro para se obter o máximo em reprodução fonográfica? Para mim é simples, talvez brutalmente simples: a vida é curta, e a música é o maior feito do homem. Michelangelo, Picasso, Einstein foram todos incomensuravelmente brilhantes, mas eu chutaria qualquer um deles do meio do meu sofá quando eu colocasse essa cópia prístina de ‘Doremi Fasol Latido’ do Hawkwind que eu consegui alguns meses atrás. Tão logo aquela música comece, cada dólar torna-se bem gasto, o tempo torna-se precioso, e não há outro lugar que eu prefira estar.

Ouvir música é talvez a maior e mais profunda fonte de alegria que eu já conheci. Tem sido dessa maneira desde que eu era um adolescente. Eu moro nessa casa com mais de 30 anos de acúmulo de todas as partes do mundo: música, pôsteres, panfletos, set lists, kits de divulgação, fotos, etc. Todos os discos e as pessoas neles são membros de família existenciais. Eu por muitas vezes estou na estrada por longos períodos de tempo: África, Oriente Médio, Ásia Central e Sudeste, Europa, etc. No táxi de volta pra casa, eu já estou pensando no que vou ouvir naquela noite.

Essas confissões com certeza pedem por críticas, e talvez análise, eu sei. Seria difícil pra alguém pensar se a obsessão com playback otimizado poderia ser visto como uma carroça puxando um cavalo musical – o que quer dizer que alguém está mais interessado no mecanismo do que na música em si.

Pra isso eu digo, poupem-me de seu cinismo. Quando você pensa no que alguns artistas sacrificaram para lançar essa música, as modas contra as quais eles lutaram, todas aquelas noites no meio do nada, levando isso pro palco, que sofrimento e azares incríveis eles encontraram por diversas ocasiões, apenas porque eles estavam cheios de um talento irrepreensível e a coragem para dividir aquilo com o mundo, o mínimo que você pode fazer além de comprar o disco deles é ter o respeito de dar à música deles os melhores meios possíveis para preencher o ar. Sintam-se livres para usar esse argumento quando quiserem.

A Alta Fidelidade é como qualquer outro interesse rarefeito. Se lhe encanta, então se permita o encanto; se não, siga em outra direção. Eu não desperdiço tempo tentando converter ninguém para padrões mais altos de áudio. Eles não sabem o que estão perdendo, mas cada um na sua.  Felizmente, meu empresário e eu somos ambos audiófilos e maníacos por colecionar discos. Nós viajamos o mundo e passamos incontáveis horas no assunto.

Bob Ludwig, manja nada.

As pessoas podem vomitar qualquer ofensa sobre o esnobismo que elas acham que os audiófilos trazem consigo. Deixe que elas bebam seus vinhos de caixas longa vida. O som da minha cópia de ‘Houses of the Holy’ do Led Zeppelin – prensada a partir do master por [aclamado engenheiro de áudio] Bob Ludwig saindo do meu sistema corta o desprezo deles tal como a lâmina katana de Toshiro Mifune!”

O ator japonês Toshiro Mifune com uma espada katana

Além de audiófilo, Henry Rollins é um cantor, compositor, poeta, palestrante, escritor, editor, ator e disc-jóquei de rádio.

Fonte: site da revista estadunidense Stereophile