O site estadunidense LEGENDARY ROCK INTERVIEWS entrevistou o líder-fundador do NIGHT RANGER – um dos maiores nomes do AOR e do ‘hard pop’ da década de 80, JACK BLADES, e abordou tópicos relacionados a toda cronologia de sua carreira.
Além de revisitar suas bissextas realizações com o Night Ranger e também com o DAMN YANKEES [banda de AOR que ele fundou no final da década de 80 com o ‘madman’ TED NUGENT], Blades falou de passagens menos notórias de sua carreira como uma colaboração com o MÖTLEY CRÜE e sua influência no estabelecimento do então ex-vocalista do Crüe, VINCE NEIL, como artista solo.
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LRI: O fato de o Night Ranger ter vindo da ‘bay area’ de São Francisco ao invés da Sunset Strip meio que ajudou a manter a banda mais focada em música e nas canções durante aqueles dias de ‘estilo de vida glam’ e tudo maior, mais alto e mais rápido?
Jack: Sim, ajudou. Estávamos mais alinhados com bandas como o JOURNEY, VAN HALEN e DEF LEPPARD do que a maioria daqueles grupos. Estávamos com certeza focados em tocar muito bem, mas ainda mais nas músicas. Nós também estávamos nessa bem antes de toda aquela cena de Sunset Strip, de qualquer jeito, quero dizer, o Mötley era recém-chegado ao sucesso quando já éramos uma banda da MTV. Nós estávamos meio que à frente da curva naquela cena do hair metal, mas acabamos sendo envolvidos naquilo depois, porque as pessoas precisam rotular você.
LRI: Você com certeza ficou conhecendo muitos daqueles caras, inclusive o Mötley. Foi divertido colaborar com [o álbum] ‘DR. FELLEGOOD’ ou o disco solo de Vince, ‘EXPOSED’?
Jack: Eu adorei. Foi tão divertido. Quando dissolvemos o Night Ranger em 1989 eu liguei pra Vince, que estava gravando o Dr. Feelgood e eu disse, ‘Cara, eu acabei de sair da minha banda e tenho composto e tudo mais’, e Vince respondeu, ‘Vem aqui pra Vancouver com Bob [Rock] e nós’, e daí eu voei até Vancouver por cerca de 10 dias e todos os caras estavam sóbrios naquela época, então apenas sentávamos toda noite falando sobre a vida e os bons tempos até 2 da manhã toda noite, era ótimo. É assim que eu me lembro de terminar naquele disco. Daí a mesma coisa aconteceu ao contrário alguns anos depois. Eu recebo uma ligação de Vince, ‘Cara, minha banda me demitiu’ e eu disse, ‘OK, estamos em Los Angeles gravando o segundo disco do Damn Yankees’, e Vince disse, ‘Bem, querem que eu faça um lance pra um filme, você pode vir e dar uma olhada comigo?’ e Tommy e eu fomos e vimos a estreia de ‘O Homem da Califórnia’. Escrevemos ‘You’re Invited But Your Friend Can’t Come’ e a gravamos com Vince no estúdio no qual estávamos gravando o disco do Damn Yankees enquanto Ted estava fora, e a fizemos com o resto de nossa banda. Eu toquei baixo, Tommy tocou guitarra e Michael tocou bateria enquanto Vince fez os vocais principais, fechamos ela em uma semana porque o pessoal do filme a queria de pronto. Daí eu apresentei Vince a meu empresário que ele acabou contratando e eu o apresentei à minha gravadora e ela o contratou. Foi bem engraçado como a coisa toda rolou [risos].
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Assista ao vídeo da versão original de ‘You’re Invited But Your Friend Can’t Come’, ainda com Blades, e que é bem diferente da versão que acabou sendo regravada pela banda de Vince Neil para o álbum ‘Exposed’ de 1993:
Limp Bizkit: Banda assina com gravadora de rap
O rapper Lil’ Wayne confirmou que sua gravadora, a Cash Money contratou o LIMP BIZKIT para seu amplo casting de hip hop.
A banda liderada por Fred Durst foi dispensada no fim de 2011 depois de seu sexto disco de estúdio ‘Gold Cobra’ ter vendido muito pouco. Entretanto, falando com a estação de rádio 98.7 em Nova Iorque na noite passada [23 de fevereiro], o rapper Wayne disse que a banda agora está como ele, depois dele ‘ter feito uma baita gastança’.
A Cash Money é o lar de Drake e Nicki Minaj e durante a entrevista, Wayne disse que eles também estão prestes a fechar com Ashanti. Fred Durst confirmou a casa nova de sua banda no Twitter, escrevendo: “O jogo está sentindo falta de perigo, eletricidade e rock n roll!!! Cash Money Limp Bizkit”.
Ano passado, Durst disse a respeito de ‘Gold Cobra’ e a saída da banda da gravadora Interscope. “Uma das coisas com ‘Gold Cobra’ é que era um disco que fizemos para nós mesmos, para os fãs mais ferrenhos, para as pessoas que conhecemos na indústria”.
Ele continuou: “Não foi pra fazer um disco pop, pra tocar muito nas rádios. Nós só não queríamos gravar naquele momento. Nós estivemos trabalhando faz um tempo agora para renavegar até onde queremos levar o Limp Bizkit e finalmente conseguimos sair de nossa gravadora e nos tornar completamente independentes”.
Sebastian Bach: “Quero que olhem pra minha carreira como a de Ozzy”
O site Legendary Rock Interviews conduziu recentemente uma entrevista com o ex-vocalista do SKID ROW, Sebastian Bach. Alguns trechos traduzidos da entrevista podem ser lidos abaixo:
LRI: Eu não vou perguntar a você sobre a gravação de ‘Wasted Time’ ou ‘Big Guns’, mas eu quero esclarecer um conceito errado que ainda é surpreendentemente tido como fato depois de todos esses anos e é o fato das pessoas ainda dizerem que você saiu do Skid Row. Isso me emputece porque sou um grande fã do Skid Row e ouvi a história sobre como rolou o atrito com Rachel Bolan [baixista do Skid Row] por ele não querer fazer a turnê do KISS/Alive de 1996. Daí eles te deram as costas, claro e ainda tocaram na turnê de despedida [?] do Kiss, o que deve ter sido ainda mais frustrante.
Bach: E foi. Claro que foi, e a razão pela qual eles fizeram aquela turnê sem mim é porque nosso empresário Doc McGhee trabalha pro Kiss e Snake [guitarrista do Skid Row] trabalha para Doc e é a parada deles. Mas eu fui 100% despedido da banda. Eles me mandaram músicas novas e eu disse de cara que não curti e que queria que compuséssemos mais porque eu não ia cantar aquelas músicas. Eles ficaram putos e Doc me ligou e disse, ‘Bem, você tem que cantar porque você é o vocalista da banda, Sebastian, ’ pro que eu respondi, ‘Bem, se você gostou então você que as cante. Eu não entrei pra esse ramo para cantar músicas que eu não gosto só pra lançar algo.’ Eu disse praqueles caras, ‘Eu não sei de você, Srs. Guitarrista e Baixista de Banda de Rock, mas eu não entrei nessa banda de rock pra tocar músicas de merda.’
LRI: O material que eles gravaram sem você tem sido legalzinho e alguns nem tanto…
Bach: É assim, é foda, cara. Eu não tô nessa pra fazer algo ‘legalzinho’ [risos]. Eu sei o que você está dizendo, mas eu entrei nessa pra fazer coisas que me estimulem. Eu achei que devêssemos estar fazendo coisas do nível de ‘Youth Gone Wild’ ou ‘In a Darkened Room’, não coisas ‘legaizinhas’. ‘Monkey Business’ e ‘Youth Gone Wild’ não são legaizinhas, elas são ótimas canções, incríveis, e é por isso que as pessoas respondem a elas. Eu não queria lançar um disco com eles que fosse apenas legal. Eu não estou me gabando, mas eu amo meu novo álbum, ‘Kicking and Screaming’, eu o ouço o tempo todo porque eu adoro. Ele tem a mesma energia e o mesmo espírito que qualquer coisa que eu tenha cantado, e tenho muito orgulho dele.
LRI: Eu acho que o novo material e a nova banda que você tem é bem forte, e com mais um disco de estúdio, você já equipara sua produção com o Skid Row. Paul Stanley disse certa vez que, ‘Há uma razão pela qual sua ex-namorada é sua ex-namorada. Se não houvesse, você ainda estaria com ela.’ Eu sei que te perguntam o tempo todo sobre uma reunião do Skid Row e eu quero saber se você ouve das pessoas que elas estão felizes com o atual estado das coisas.
Bach: Bem, antes de qualquer coisa, obrigado por dizer isso sobre estar a apenas um disco de estúdio de distância, eu te agradeço muito e concordo com isso. ‘Angel Down’ estreou em #190 nas paradas da Billboard, o que foi muito decepcionante, mas daí ‘Kicking and Screaming’ estreou em #68, o que foi tipo, ‘OK eu posso lidar com isso, porque se eu continuar trabalhando e dar outro salto desses no próximo disco, eu estaria no Top 20, o que seria incrível.’ Só o que posso fazer é continuar trabalhando e manter a cabeça baixa e fazer música que eu amo e quem sabe um dia as pessoas conseguirão ver a mim e minha carreira solo da maneira que viram a de Ozzy como artista solo; esse é o padrão de ouro. Não é sempre fácil, mas nada que valha a pena de se ter o é.
LRI: Uma das maiores questões que levantam sobre você está nas reclamações tipo, ‘Sebastian sempre fala de como ele cresceu e está andando pra frente e quer deixar o Skid Row pra trás e tudo, mas daí ele continua a tocar aquelas músicas noite após noite e blah blah blah.’ Da última vez que eu vi, James Hetfield, Chris Cornell, Axl Rose e Paul Stanley todos tocavam músicas do catálogo deles toda noite. Ninguém enche o saco deles por lançar músicas novas e seguir em frente enquanto ainda tocam o catálogo antigo, mas por algum motivo as pessoas te colocam na reta por isso [risos].
Bach: Certo [risos]. Cara, claro. Eu vou tocar aquelas músicas, mas se eu só fosse lá e tocasse ‘Youth Gone Wild’, ‘I Remember You’ e ’18 & Life’, seria um show bem curto, não? Eu acho que às vezes as pessoas que dizem coisas desse tipo estão se esquecendo que o Skid Row não foi o Beatles ou o Metallica ou o Guns N’ Roses. Tivemos três sucessos. Três. Se essas três músicas são as únicas que um fã conhece, ou quer, então não é o tipo de rock que eu quero produzir. Eu preciso atrair o fã que está procurando por um pouco mais de rock que isso [risos]. Eu tenho muitas músicas em meu repertório e mais estão por vir. Eu quero ter uma carreira longa com centenas e centenas de músicas.
LRI: Você disse que você a princípio ficou decepcionado com a recepção a ‘Angel Down’, mas eu acho que você fez a coisa certa ao continuar excursionando e mantê-lo em evidência por tanto tempo. Eu não acho que tenha lido muitas resenhas negativas dele e até hoje acho que as pessoas curtem o álbum e o peso dele. Tanto que eu acho que ignoraram ‘By Your Side’, que deve ser a melhor balada já escrita que não chegou à primeira posição das paradas. Eu acho que é melhor do que ‘I Remember You’, e pau a pau com ‘In a Darkened Room’ no que tange às melhores músicas que você já gravou.
Bach: Wow, isso é muito bom. Eu amo aquela música. È difícil pra mim ouvi-la porque é uma música tão emocionante. Eu não consigo ouvi-la e não pensar no meu pai porque eu a escrevi pensando nele. Eu acho que muitas pessoas podem se identificar com aquela música se elas perderam alguém importante na vida delas e foi escrita do fundo do meu coração. Se aquela canção mexer com você e grudar em você, esse é o motivo.










