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PRODUÇÃO

24/10/2012 14:49

Compact Disc Club: 8 CDs novos pelo preço de 1

Author: NachoBelgrande

Em 1992…

20 anos depois, isso chega a parecer caro…

Não se enganem: o ‘golpe’ desses clube era cobrar caro no frete do correio. Quem morou nos EUA essa época sabe o quanto era fácil dar o calote nesse serviço – muitas pessoas montaram vastas discotecas apenas mudando de endereço em cada cupon enviado [você só pagava um boleto depois de receber todos os CDs escolhidos].

10/07/2012 14:43

CDs: Previsão aponta para morte só em 2022

Author: NachoBelgrande

O site Digital Music News, administrado pelo jornalista Paul Resnikoff, analisou gráficos recentes ilustrando a queda na venda de CDs, ao mesmo tempo em que tentava achar uma resposta para a seguinte pergunta:

Quando é que os CDs vão enfim morrer?

A questão é difícil por várias razões. O formato está obviamente em decadência, apesar das taxas de declive variarem a cada ano. Tendo dito isso, a maioria dos índices de queda anuais mora na casa dos dois dígitos. Durante a primeira metade desse ano, a queda foi de 11.4 por cento de acordo com a auditora especializada Nielsen Soundscan; entre 2077 e 2010, o mesmo período demonstrava mergulhos de18 a 20 por cento.

Mas e se as vendas permanecerem no ritmo atual [2012], com queda acelerando a 5 por cento a cada ano por vir? Bem, de acordo com uma conclusão razoavelmente conservadora, o CD então estará efetivamente morto e enterrado em 2022.

O que nos leva a crer que…

Por Liz Ramanand do Loudwire

O guitarrista do SLAYER, Kerry King, juntou-se recentemente aos membros do Anthrax, Megadeth e seu colega de banda Dave Lombardo na Metal Masters 3 Clinic desse ano, que teve como convidados especiais Phil Anselmo do Pantera e Geezer Butler do Black Sabbath.

Quando o site Loudwire se encontrou com King antes da Metal Masters Clinic, ele tinha acabado de voltar do funeral de seu roadie e técnico de guitarra, Arman Crump, ocorrido naquela manhã e tinha acabado de passar o som para a clínica. King falou sobre a experiência da Metal Masters, o novo álbum do Slayer, o Mayhem Festival e muito mais.

O que ser parte da Metal Masters significa pra você?

É do caralho, é legal tocar com caras que não sejam os mesmos com os quais você está tocando faz 30 anos, é divertido.

Eu tenho tocado com Phil Anselmo desde antes de ‘Cowboys From Hell’ – todos os outros eu já conheço há mais tempo, então é legal.

Quando lhe abordaram para juntar-se ao Metal Masters, o que passou pela sua cabeça?

Dependeria de quem estava junto, pra começo de conversa. Quando me disseram que Phil tinha aceitado, eu pensei, ‘OK, vamos reviver Phil e deixar que as pessoas o vejam cantando heavy metal, o que ele não tem feito em 12 anos’. Ele ainda é uma força do Metal, então estamos no palco com ele e há uma fúria rolando. É demais.

Parte da Metal Masters é compartilhar técnicas com os fãs. Se você pudesse ter aulas com um músico, morto ou vivo, com quem seria e por quê?

Provavelmente Randy Rhaods, eu diria Dimebag, mas éramos amigos – eu gostaria de ter outra noite com ele, não sei se uma aula. Você não tem como errar com Randy Rhoads.

Como você descreveria a Metal Masters para alguém que não a conheça?

É muito legal, cara, o palco que temos é apertado demais pra tanta gente como temos lá em cima. Eu não acho que eu jamais vá conseguir subir direito naquele palco, você sempre vê uma bagunça de guitarristas em partes diferentes do palco que não conseguem chegar até seus pedais. Vai ser legal, estamos tocando músicas divertidas, Phil ensaiou pra isso, eu sei que ele soa muito bem, então mal posso esperar.

Há fãs bem jovens que são músicos também, olhando para seus ídolos no palco. Que conselho você daria a eles?

Dos bons ou dos ruins? [risos]

Vamos começar com um bom.

Se você vai tentar se dar bem nesse redemoinho, é melhor que você faça algo que você goste, ou os fãs vão manjar de cara.

E dos ruins?

Desista.

Bem, os fãs de Slayer não estão desistindo, vocês estão voltando pro estúdio, você pode nos dizer o que os fãs podem esperar e os progressos do álbum até agora?

Só faz algumas semanas que estamos trabalhando nele, já que o produtor de nosso último disco teve uma pequena janela de tempo e eu e Dave estamos trabalhando em nove faixas, então achamos que poderíamos ir e terminar uma ou duas músicas e fazer a demos de todo o resto, então é o que estamos tentando fazer agora. Eu não sei se alguma coisa vai sair em tempo pra Mayhem ou não, espero que terminemos duas e possamos ir pra Mayhem.

O que você espera da Mayhem Tour?

Vai ser demais. Como é que algo com Slayer, Slipknot e Motorhead pode NÂO ser bom? Vai ser muito do caralho. Nós fizemos a Mayhem três anos atrás então é bom estar de volta, vai ser bem mais pesada do que a que eu participei, então eu vou me acabar.

O que é que você tem que levar em turnê com você – nada de eletrônicos?

Nada de eletrônicos? Minhas correntes, elas seguram minhas calças [risos].

Quando você começou a usar as correntes?

Já faz um tempo.

Estamos falando de desde sua adolescência?

Bem, eu tive correntes diferentes naquela época e por muito tempo eu não as usei. Daí eu raspei a cabeça e queria acrescentar algum movimento, então eu peguei as correntes e elas ficavam balançando da perna e elas parecem bem Metal, elas são de metal. Apenas incrementam a visão do que estamos fazendo.

01/03/2012 21:43

Metallica: Banda tocará ‘Ride The Lightning’ na íntegra

Author: NachoBelgrande

O festival capitaneado pelo METALLICA, Orion Music + More, que estreará nos dias 23 e 24 de junho desse ano em Bader Field, Atlantic City [EUA] promete satisfazer tanto os fãs mais antigos assim com os menos conservadores da banda.

Fechando o casting em ambas as noites, o grupo agora anuncia que tocará não só o ‘Black Album’ na íntegra, mas também executará, na ordem, todas as faixas de ‘Ride The Lightning’ – em noites diferentes. Claro que o departamento de marketing ainda não anunciou em qual noite cada obra será apresentada, mas ingressos para as duas noites podem ser adquiridos no site oficial do Orion Music + More clicando AQUI.

07/01/2012 16:10

Compact Discs: O YouTube matou o formato?

Author: NachoBelgrande

Parece bem claro que o compact disc está a caminho de tornar-se obsoleto. As vendas estão caindo, o digital é o futuro e um artigo muito discutido no mês passado publicado pela revista Side Line sugeriu que 2012 pode ser o último ano que CDs sejam até mesmo prensados industrialmente. Para discutir o assunto, juntamos um painel respeitável de estudiosos para olhar para as mudanças na distribuição de música, e fazer uma pergunta: o YouTube e Justin Bieber trouxeram o fim do CD? Ben Kaplan moderou a discussão.

OS FORMADORES DE OPINIÃO DESSA SEMANA:

-Ron Centefelli, professor adjunto da Sauder School of Business, Universidade de British Columbia, onde ele estuda o papel da tecnologia nos negócios.

-Muneshine, artista performático, atualmente na turnê Train of Thought no Canadá.

-Shauna de Cartier, presidente de gravadora Six Shooter Records.

Ron: A razão mais básica que eu posso dar para a morte do CD é que o CD é apenas um pacote, uma ‘caixa’. A indústria musical tem um longo histórico de mudar de um tipo de pacote para o outro. Os cilindros do fonógrafo de Edison, discos de borracha e de vinil, cartuchos 8-tracks, fitas cassete, etc. Acontece que a nova caixa é digital. O CD está seguindo o mesmo caminho dos cartuchos de 8 pistas.
Muneshine: O varejista de CD é história antiga. Como resultado, as grandes gravadoras estão ficando espertas. Eu não acho que o CD esteja necessariamente obsoleto. Sempre haverá um mercado para porções físicas de música [como de qualquer forma de arte], ele simplesmente se torna um item de colecionador, especialmente quando é vendido do artista para o fã.

Shauna: Além de algumas lojas independentes, o varejo está morto – e já faz um tempo. O compact disc em si ainda não está morto, ainda é o que as pessoas tocam em seus carros. Também é o que as pessoas tocam em suas casas. Claro, há pessoas que têm estações de iPod com caixas de som vagabundas, mas a maioria das pessoas não tem um equipamento digital de ponta ligado em suas salas. Vendas nos locais de shows correspondem a uma larga fatia da renda de discos e ainda vendemos consideravelmente pelo correio. Demora um pouco para as pessoas se adaptarem à tecnologia.

Ron: O que é mais interessante não é se o vinho vem numa garrafa ou numa caixa, mas o impacto que o novo formato digital tem sobre as gravadoras, artistas e consumidores. Ele está fazendo com que as coisas estão encerrando um ciclo. Antes de a indústria musical aparecer uns 100 anos atrás, o dinheiro vinha dos shows ao vivo. A indústria musical bilionária nasceu da produção da música em forma de discos, etc. Agora com a facilidade do compartilhamento de arquivos, a renda da indústria da música está encolhendo [1999 = pico de receita = Napster]. Os shows ao vivo podem estar retornando como uma fonte primária de renda.

Bem: Então o que aconteceu com essa tecnologia? Eu gosto de CDs!

Shauna: Eu conheço pessoas que só ‘ouvem’ música no YouTube.

Ron: Bain fé uma análise interessante das vendas de formatos. Todo formato chega, tem seu auge e some. Os CDs não são exceção no sentido de que estão desaparecendo, mas sempre haverá um mercado com um nicho para colecionadores. Afinal, algumas pessoas ainda estão comprando o cavalo e o buggy. O que é diferente no CD é a rapidez da queda. Os gráficos sugerem que os CDs terão perto de zero em vendas por volta de 2014.

Muneshine: O YouTube definitivamente se tornou uma fonte primária de música, especialmente para as pessoas mais jovens. Como artista, eu sou um usuário e grande apoiador do BandCamp [um serviço digital de distribuição online que permite que você venda seus Cds e outras mercadorias através do site deles].

Bem: Os CDs podem ser uma cápsula defasada, tal como Ron sugeriu, mas as pessoas já pararam de pagar por música?

Muneshine: Eu não acho que vender música seja algo do passado, mas não há como contestar seu drástico declínio. O que precisa ser aceito é que a indústria musical evoluiu para algo totalmente novo. As gravadoras precisam adotar essas mudanças e parar de tentar encaixar um quadrado numa roda. Todo mundo está segurando as pontas. Só aqueles dispostos a mudar com os tempos continuarão relevantes.

Shauna: O que também é diferente é a queda nos rendimentos como um todo. No passado, novos formatos dominaram e as vendas continuaram a subir. Agora estamos vivendo uma queda na renda que parece que também irá para próximo de zero. Então isso efetivamente porá as gravadoras na bancarrota. O problema é que as gravadoras fornecem o serviço essencial de marketing do artista, o que propulsiona a indústria de shows. Sem isso, estamos encarando a realidade de muitos poucos artistas novos se destacarem. Se você olhar aos números da PollStar, verá que os shows que mais faturam são na maioria das vezes de artistas com mais de 60 anos de idade.

Ron: Shauna levantou uma excelente questão. Na minha opinião, as gravadoras precisam mudar de promotores e distribuidores para consultores e capital empreendedor. Mais uma parceria com o artista do que ‘dono’. Falando de astros do rock das antigas, a faixa que mais compra CDs hoje em dia é de 45 anos pra mais.

Shauna: Quem vai pagar pela consultoria? Os artistas não têm dinheiro. E onde está o lucro para os empreendedores se as vendas caírem pra zero? Quem se importa com propriedade quando ela não vale d nada: As gravadoras vão morrer em breve, e os editores musicais em seguida.

Bem: se os CDs se forem, e gravadoras e editoras com eles, vamos celebrar o Compact Disc. Quem soa melhor em CD?

Muneshine: A Tribe Called Quest

Shauna: Eu gostaria de chamar a atenção para o meu último lançamento, Whitehorse [a nova banda de Melissa McClelland e Luke Doucet].

Ron: Eu não seu se eles soam melhor em CD, mas eu estou ouvindo a ‘Whip It’ do DEVO nesse momento e soa do mesmo jeito que o cassete que eu comprei em 1980.

Fonte: fórum do site Freewheelers