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10/07/2012 14:43

CDs: Previsão aponta para morte só em 2022

Author: NachoBelgrande

O site Digital Music News, administrado pelo jornalista Paul Resnikoff, analisou gráficos recentes ilustrando a queda na venda de CDs, ao mesmo tempo em que tentava achar uma resposta para a seguinte pergunta:

Quando é que os CDs vão enfim morrer?

A questão é difícil por várias razões. O formato está obviamente em decadência, apesar das taxas de declive variarem a cada ano. Tendo dito isso, a maioria dos índices de queda anuais mora na casa dos dois dígitos. Durante a primeira metade desse ano, a queda foi de 11.4 por cento de acordo com a auditora especializada Nielsen Soundscan; entre 2077 e 2010, o mesmo período demonstrava mergulhos de18 a 20 por cento.

Mas e se as vendas permanecerem no ritmo atual [2012], com queda acelerando a 5 por cento a cada ano por vir? Bem, de acordo com uma conclusão razoavelmente conservadora, o CD então estará efetivamente morto e enterrado em 2022.

O que nos leva a crer que…

02/03/2012 16:46

Apple: Formato de áudio HD deve ser mostrado semana que vem

Author: NachoBelgrande

A Apple está trabalhando em um novo formato de arquivos de áudio que irá oferecer um ‘streaming adaptativo’ para fornecer arquivos de baixa ou alta qualidade aos usuários de seu serviço iCloud.

O novo formato poderia significar que os usuários podem receber áudio de alta definição ao carregar um arquivo para um iPhone, iPad ou iPod Touch. Como alternativa, ele poderia oferecer um serviço de streaming – como o já provido pelo Lala.com, a empresa de streaming musical e armazenamento online que a Apple adquiriu no fim de 2009.

O novo sistema se ajustaria à capacidade de tráfego e armazenamento no dispositivo recipiente,

Acredita-se que a Apple irá usar o novo tipo de formato para fazer um upgrade em seu serviço iTunes Match, que permite aos usuários re-carregar músicas do iCloud para seus aparelhos da Apple.

Uma fonte com conhecimento interno do processo diz que a Apple pediu a um estúdio de Londres que preparasse arquivos de áudio para um novo formato de streaming que se adaptasse a especificações de tráfego ou de hardware.

“Do nada, todo seu áudio do iTunes está em alta definição ao invés de em AAC. Os usuários não teriam que encostar em nada – toda sua coleção melhoraria em um instante,” disse a fonte, que pediu anonimato.

Potencialmente, ele permitira a um usuário de iPhone acessar tipos menores de arquivo para evitar usar banda de internet móvel, mas o permitiria usar uma conexão rápida para fazer o download ou o streaming de música com qualidade de estúdio.

Não está claro se os arquivos irão converter-se para os tipos menores como AAC em tempo real, ou se a Apple vai converter o arquivo ‘master’ para várias qualidades diferentes mediante disponibilização no iTunes.

Solicitado a comentar, a Apple disse que ‘não comenta boatos nem especulações’.

O timing da comissão da Apple sugere que a empresa exibirá a nova tecnologia de streaming junto com o anúncio da terceira geração de seu tablet, o iPad, o que deve acontecer no dia 7 de março. Não está claro se o áudio será enviado em tempo real e competiria com o Spotify, ou simplesmente carregaria uma cópia para o aparelho visando consumo posterior.

Em janeiro, o músico Neil Young afirmou que Steve Jobs tinha se interessado em desenvolver opções de áudio em alta definição para combater a perda na qualidade de áudio quando arquivos são comprimidos. “O que as pessoas recebem em um MP3 é 5% do que fazemos originalmente no estúdio,” ele disse. “Nós vivemos na era digital, e infelizmente, ela está degradando nossa música, e não a melhorando.”

Um relatório na semana passada sobre a Ars Technica detalhou manobras recentes pela Apple para encorajar a produção de arquivos no padrão 24-bits/96KHz. Isso significa que o áudio é sampleado e digitalizado 96000 vezes por segundo e encodado com precisão de 24-bits, permitindo 16.7 m níveis diferentes de volume. Quando fornecida por meio de CDs, a música é remixada para a precisão de 16 bits, permitindo 65, 536 níveis de volume, e sampleada a 44.1 kHz, o que a teoria mostra que é suficiente para encodar qualquer som até 20 kHz, o limite da audição humana. Uma página especial do iTunes mostra conteúdo que foi masterizado especificamente para a plataforma. Os estúdios de gravação geralmente gravam em 24-bits, e enquanto 44.1 KHz é o suficiente para gravar qualquer som audível, alguns estúdios usam 96 KHz para garantir qualidade.

A Apple emitiu um conjunto de diretrizes para masterização de arquivos para o iTunes, o que aponta para o potencial de conectividade entre o iCloud e os aparelhos com iOS: “À medida que a tecnologia avança e banda larga, vida de baterias, e poder de processamento aumentam, manter os masters de qualidade mais alta em nossos sistemas permite tomar plena vantagem das melhorias futuras em sua música,” diz o guia. “Esses masters têm relevância – especialmente dada a mudança para a nuvem em aparelhos pós-PC.”

Oferecer áudio de alta-qualidade pode ajudar a combater a pirataria musical ao atrair fãs para o iTunes, mas a fonte afirma que os reais vencedores aqui serão os estúdios de masterização.

“Chegou o dia do pagamento para os engenheiros de masterização”, ele disse. “Poderia haver demanda para que milhares de álbuns fossem remasterizados, e a mais de 3 mil reais cada masterização, vai ser um belo fôlego para a indústria fonográfica.”

23/11/2011 20:57

LaserDisc: A ascensão e queda do pai do CD

Author: NachoBelgrande

A tecnologia Laserdisc, que utilizava um disco translúcido, foi inventada por David Paul Gregg em 1959 [e patenteada em 1961 e 1990]. Por volta de 1969, a Phillips tinha desenvolvido um video-disc em modo refletivo, que tinha vantagens sobre a mídia translúcida. A MCA e a Phillips decidiram juntar suas forças: elas demonstraram o videodisc primeiramente em 1972. O Laserdisc tornou-se disponível comercialmente em Atlanta [EUA] no dia 15 de Dezembro de 1978, dois anos depois da introdução do vídeo cassete no formato VCR e quatro anos antes do CD, que era baseado na tecnologia Laserdisc. A Phillips produziu os players, enquanto a MCA se encarregava dos discos. A cooperação Philips-MCA não foi bem-sucedida, e se desfez alguns anos depois. Vários dos cientistas responsáveis pelos primórdios da pesquisa [Richard Wilkinson, Ray Dakin e John Winslow] fundaram a Optical Disc Corporation [que hoje em dia é chamada de ODC Numbus].

‘Two of One’ do Metallica, com as duas versões do clipe de ‘One’ – nunca lançado fora do Japão

Em 1979, o Museu da Ciência e Indústria de Chicago abriu sua exibição ‘Jornais’, que usava Laserdiscs interativos para permitir que os visitantes procurassem pela primeira página de qualquer edição do [jornal estadunidense] Chicago Tribune. Esse foi um exemplo bem inovador de acesso público a informação armazenada eletronicamente em um museu.

O primeiro título em Laserdisc produzido nos EUA foi o lançamento de ‘Tubarão’ em 1978. Os dois últimos títulos fabricados nos EUA foram ‘A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça’ e ‘Vivendo no Limite’ em 2000. O último filme lançado no Japão foi a produção de Hong Kong ‘Tokyo Raiders’. Cerca de uma dúzia de títulos ainda seria lançada no Japão até o fim de 2001. A produção de players de Laserdiscs continuou até o dia 14 de janeiro de 2009, quando a Pioneer parou de fabricá-los.

Estimava-se em 1998 que os Laserdiscs estavam em aproximadamente 2% das residências estadunidenses [aproximadamente dois milhões]. Em comparação, em 1999, os players estavam em 10% dos lares japoneses. O Laserdisc foi lançado no dia 10 de junho de 1981, e um total de 3.6 milhões de players foram vendidos no Japão. Um total de 16.8 milhões de players de Laserdiscs foram vendidos ao redor do mundo, dos quais 9.5 milhões foram fabricados pela Pioneer.

No começo do século XXI, o Laserdisc foi completamente substituído pelo DVD no mercado varejista Norte-americano, já que nem os players nem discos eram mais fabricados no continente. Os players ainda foram exportados para a América do Norte do Japão até o fim de 2001. O formato manteve alguma popularidade entre colecionadores estadunidenses, e em maior número, no Japão, onde formato sempre teve mais popularidade. Na Europa, o Laserdisc sempre permaneceu sendo um formato obscuro. Entretanto, ele foi escolhido pela British Broadcasting Company [BBC] para o projeto BBC Domesday no meio dos anos 80, um projeto voltado para escolas para comemorar 900 anos desde o lançamento do Domesday Book original na Inglaterra.

Fonte: Wikipedia

Por Luke Lewis

Traduzido por Nacho Belgrande

O formato CD será abandonado por várias das grandes gravadoras no fim de 2012’, gritava a manchete. Você clicou nela, não? Milhares o fizeram.

No artigo, um autor anônimo do site musical Side-Line afirmava que a indústria da música tinha bolado um plano secreto para enterrar o CD, ‘e substituí-lo com lançamentos somente via download ou streaming através do iTunes e serviços similares. ’

A matéria era mal-escrita, e não apontava para nenhuma fonte conhecida [além de seu próprio ‘editor-chefe’], mas isso não impediu que ela se alastrasse rapidamente.

Desde então, ela teve mais de 30 mil ‘Likes’, foi repetida como se fosse um fato por blogs de tecnologia, e gerou acaloradas discussões em fóruns como o Drowned in Sound.

Eu até a postei no Facebook. Isso foi antes deu verdadeiramente LER o artigo, no que eu pensei, ‘Peraí, isso é pura invenção, não é?

O autor disse que ele tinha contatado a EMI, a Universal e a Sony, todas as quais ‘recusaram-se a comentar’. O que é estranho, por quando EU tentei um comentário de uma gravadora grande, demorou exatamente 30 segundos para que eles respondessem, dizendo que a coisa toda era ‘sem sentido’.

Nós não temos intenção alguma de parar a produção de CDs”, disse Selina Webb, diretora de comunicação da Universal, apontando para que, apesar das vendas digitais estarem crescendo rápido, por toda a indústria, 74% de todas as vendas de discos foram em CD.

Enquanto isso, Chris Scott, gerente de produtos da mesma gravadora, confirmou a predominante supremacia do formato, me dizendo:

O single físico pode ter se tornado um produto para um nicho, mas o álbum físico é de fato um produto muito importante.”

As gravadoras teriam que ser completamente loucas para deliberadamente encerrarem sua atividade mais lucrativa. Claro, todo mundo sabe que a renda de vendas de formatos físicos está caindo. Mas não tão rápido quanto você possa concluir.

O mercado vale atualmente 30 bilhões de reais. De acordo com analistas, isso cairá para 22.5 bilhões por volta de 2015. Mesmo até lá, as vendas físicas ainda farão 30% mais dinheiro do que as digitais.

Quanto à afirmação do Side-Line que os CDs em breve serão substituídos por ‘lançamentos por streaming’, é pra rir. Até o dia quando comprar uma assinatura mensal de música se tornar uma atividade verdadeiramente de massa [pode acontecer um dia], ninguém vai ganhar nenhuma quantia significativa de dinheiro com isso. Tal como o músico Jon Hopkins disse em seu Twitter outro dia:

Recebi 24 reais por 90 mil execuções. Foda-se o Spotify.

Então – a era do CD está longe de acabar. Ainda assim, o artigo da Side-Line pelo menos acendeu um debate interessante. Se os CDs REALMENTE desaparecerem, nós sentiremos falta deles? Teremos no futuro um fetiche por eles da mesma maneira que algumas pessoas têm por vinil hoje em dia? Até agora o formato tem se provado à prova de nostalgia, mas por todas as razões que eu descrevo aqui, eu estou convencido que isso irá mudar.

E novamente, a popularidade fugaz do artigo do Side-Line também levanta outra questão: porque se importar com jornalismo factual online, quando você pode vomitar qualquer idiotice e assistir ao tráfego de seu site explodir?

Fonte: site da revista inglesa NME

Vlado Meller e seu 'gear' no Masterdisk

por Paul Resnikoff

Traduzido por Nacho Belgrande

O produtor RICK RUBIN exigiu uma masterização específica para iTunes do último disco do RED HOT CHILI PEPPERS, ‘I’m With You’. Mas não para aí. Acontece que a equipe de masterização no estúdio Masterdisk criou três versões masterizadas separadamente: uma para AAC [iTunes], uma para o vinil e outra para CD, de acordo com informações compartilhadas com o site Digital Music News.

Então, para onde o processo de masterização está indo? Eis uma entrevista detalhada com VLADO MELLER, que masterizou o disco no Masterdisk com a ajuda de MARK SANTANGELO.

Mark Santangelo

Digital Music News: Você mencionou que há três versões distintas da masterização do disco dos Chili Peppers: o master do CD, o do vinil, e um master especial preparado especificamente para AAC do iTunes. Isso é considerado comum nos lançamentos? Afinal, esse tem sido considerado o primeiro disco de rock masterizado especificamente para o iTunes.

Meller: Até agora, sim, é algo fora dos padrões. Apenas alguns poucos discos passaram por esse processo para o iTunes. Nós acreditamos que essa se tornará uma prática padrão na indústria musical.

Digital Music News: Qual dessas três versões tem a maior qualidade? Ou a comparação é injusta?

Meller: Bem, é meio como comparar maçãs com laranjas, especialmente quando se fala de vinil. Se eu tivesse que nomear um formato como o de ‘maior qualidade’ para qualidade comercial, eu diria que é o máster do CD. Os arquivos AAC otimizados para o iTunes foram desenhados para reter a resposta de frequência e o nível do CD e a qualidade desses arquivos é muito boa também. 

Quando se trata de vinil eu mencionei ‘maçãs e laranjas’ – isso porque o formato vinil tem algumas limitações, como uma queda na qualidade à medida que você se aproxima do fim de um lado. Ainda assim, tem uma coloração que muitas pessoas adoram. Os amantes do vinil com sistemas hi-end podem superar as falhas do formato, mas elas existem. ‘I’m With You’ foi cortado a partir de arquivos 24/96, então a qualidade do som é maravilhosa.

Digital Music News: Há alguma opção para que os consumidores que queiram ir além consigam algumas versões com a fidelidade e qualidade dos masters?

Meller: No momento, a qualidade mais alta é a do lançamento comercial, o master do CD. Com alguma esperança, no futuro, os distribuidores digitais poderão fornecer arquivos de alta resolução.

Digital Music News: Quais considerações específicas são levadas em conta para o processo de masterização em AAC? Você pode mesmo fazer uma versão que incendeie os fones de ouvido, ou não se trata disso?

Meller: Sim, com um master otimizado para o iTunes, o ouvinte conseguirá desfrutar de mais clareza e uma qualidade de som melhor do que a que está disponível atualmente.

Vlado em ação

Digital Music News: E quais considerações específicas são levadas em conta para o processo de masterização para vinil?

Meller: o vinil tem suas próprias limitações, então nivelamento e freqüências altas e extremamente baixas têm que ser manipuladas com cuidado. O purista do vinil aprecia o calor e a profundidade do vinil e pode perdoar os ocasionais estalos e chiados – ele ou ela pode até gostar mais disso com um pouco de barulho de superfície. Para que o vinil soe da melhor maneira possível, prensagens de teste são feitas e comparadas com o master original de alta resolução. Ajustes nos tons e níveis são feitos de modo que o vinil seja executado sem distorção e sem pulos. É um processo muito físico.

Digital Music News: E quais as considerações específicas são levadas em conta para o processo de masterização para o CD?

Meller: por muitas vezes, os estúdios de masterização recebem arquivos de alta resolução que infelizmente precisam ter sua qualidade reduzida para qualidade de CD 44/16. Basicamente sempre se tenta obter o melhor som possível comparado ao arquivo com a mixagem original. É um esforço colaborativo entre o artista, o produtor e os engenheiros envolvidos.

 Digital Music News: Você é um profissional do áudio, e provavelmente consegue ouvir coisas que mesmo cachorros não conseguem. Mas os ouvintes ocasionais podem de fato ouvir a diferença? Realmente muda alguma coisa pro consumidor, ou isso é basicamente feito para satisfazer aos desejos de produção criativa dos artistas e engenheiros? 

Meller: Com certeza, sim, faz diferença pro ouvinte. Se os consumidores fossem ouvir á qualidade de um CD comercial em comparação ao download digital padrão correspondente, eles notariam que há bastante diferença. À exceção de ouvintes mais críticos por aí, as pessoas no geral não fazem esse tipo de comparações entre as duas mídias – mas se elas o fizessem, poderia ser notado. Com a otimização para iTunes durante a masterização, os arquivos AAC estão muito mais próximos do som do CD comercial.