O guitarrista do LED ZEPPELIN, JIMMY PAGE, revelou que está mesmo trabalhando na remasterização de vários álbuns do Led, visando um lançamento em 2013.
Page, que também supervisionou a confecção do lançamento em home vídeo de ‘Celebration Day’, registro do show da banda no O2 Arena de Londres em 2007, revelou em uma nova entrevista para a revista britânica MOJO que ele está trabalhando em material extra para cada álbum que a banda gravou e que eles verão a luz do dia em uma séria de lançamentos de boxed sets, a começar em 2013.
Falando sobre seus planos, Page disse à revista. “Há vários projetos do Led Zeppelin que serão lançados ano que vem porque há versões diferentes de faixas que nós podemos acrescentar ao álbum de modo que haverão boxed sets de material extra sendo lançados, a começar no ano que vem. Haverá um boxed set por álbum com músicas extras que virão à tona.”

Afirma Richard Eden do jornal britânico The Daily Telegraph:
Na cerimônia de encerramento dos jogos olímpicos de Pequim, JIMMY PAGE promoveu as olimpíadas de Londres em 2012 ao tocar ‘Whole Lotta Love’, um dos maiores sucessos de sua banda, o LED ZEPPELIN, ao lado de um ônibus londrino de dois andares.
O guitarrista, entretanto, está ‘deveras chateado’ por não ter sido convidado para comparecer, e muito menos tocar, na cerimônia de abertura dos jogos de Londres.
“Claro, estou me sentindo muito magoado”, ele disse ao site Mandrake no Diamond Jubilee Celebration of the Arts na Royal Academy. “Nos esforçamos tanto em Pequim, mas não fomos ajudados pelos chineses, que não nos deram tempo pra ensaiar.”
Jimmy Page: Gênio da guitarra, Deus da Produção
Por Ted Drozdowski
Traduzido por Nacho Belgrande
Jimmy Page é um dos maiores pesos-pesado das seis cordas, e na maioria das vezes com uma de suas icônicas Gibson Lês Paul penduradas nos ombros. Mas a genialidade sônica de Page vai muito além do braço do instrumento e das composições, e adentra o estúdio.
Page foi um dos maiores produtores fonográficos dos anos 60 e 70 – um inovador sônico e um perfeccionista cuja visão fez dos álbuns do Led Zeppelin uma experiência auditiva vívida, ao invés de simples discos. Compare os seis discos que o Led Zeppelin fez de 1969 a 1975 com outros títulos clássicos do mesmo período: os primeiros discos do KING CRIMSON, os LPs do JEFF BECK GROUP, BLIND FAITH, ROLLING STONES, o PINK FLOYD antes de ‘The Dark Side Of The Moon’. Sonicamente, o trabalho de Page com o Led Zeppelin colocou os discos de estúdio de sua banda em um patamar sônico totalmente à parte.
Inicialmente, era uma questão de observação. Durante seus anos pré-Yardbirds e Led Zeppelin, Page era um músico de estúdio e teve a oportunidade de assistir a muitos produtores e engenheiros. Como guitarrista, a técnicas de microfonação o interessara desde cedo. Posteriormente, ele usaria a microfonação ambiental nos amplificadores pequenos que eram essenciais a seu som no Led Zeppelin. Mas ele estava especialmente interessado nos sons de bateria que saíam dos estúdios nos anos 60. Os bateristas eram por muitas vezes colocados em pequenas cabines naquela época, para isolá-los da banda enquanto as trilhas-guia estavam sendo gravadas, ou por puro costume. De qualquer modo, os resultados eram pífios e medíocres. Então quando Page capitaneou o Led Zeppelin no estúdio, ele se certificou de que o kit de John Bonham e seu equipamento periférico tivessem sempre bastante espaço em uma sala grande, viva e ressonante.
Page baseava sua microfonação ambiental de amplificadores de guitarra no que ele tinha aprendido ouvindo a discos clássicos de blues e do rock que emergia nas gravadoras Sun e Chess, onde um microfone era geralmente o suficiente para gravar uma banda inteira ao vivo – mas os sons de guitarra ainda assim se sobressaía.
Page aplicou a velha regra da engenharia que estabelece que ‘distância é igual à profundidade’, então quando chegou a hora de gravar as guitarras, ele colocava um microfone bem perto e um ou mais microfones adicionais a uma distância de até sete metros do amplificador. Isso permitia a Page capturar o efeito sônico pleno de um amplificador preenchendo a sala, e também o habilitava a fazer com que os amplificadores pequenos com os quais ele gravava, como o Supro Lightning Bolt, soassem bem potentes. Muitos outros produtores britânicos o copiaram antes que a prática escoasse até os EUA.
O eco reverso era outro truque que Page desenvolveu. Ele aplicou a manobra pela primeira vez em 1967, num single do Yardbirds, ‘Ten Little Indians’. Inicialmente, envolvia gravar a guitarra em duas pistas – uma com bastante eco. A seguir, a fita era virada ao contrário de modo que o som do eco ‘molhasse’ apenas certas notas em específico. A mesma técnica foi aplicada também nos pratos de bateria, resultando em um efeito bem psicodélico.
Page trocava de engenheiros entre os discos de propósito, para deixar claro que era a produção dele – e não a metodologia de estranhos – que fazia os álbuns do Led Zeppelin soarem tão dinâmicos.
Claro, qualquer grande receita começa com ingredientes sofisticados, e o arsenal de guitarras, particularmente da [marca] Gibson – que ele usava nas clássicas gravações do Led Zeppelin – era soberbo. As mais conhecidas são suas reverenciadas “Número Um” e “Número Dois”. A “Número Um” foi adquirida de Joe Walsh enquanto o Led Zeppelin estava em turnê pelos EUA. A Gibson Custom Shop replicou o instrumento de 1950, com um braço lixado, e um mecanismo que tira os humbuckers de fase na posição do meio, em uma edição limitada de 2004. A Custom Shop também recriou a “Número Dois”, uma 1959 Standard com braço lixado para ficar parecida com a “Número Um” e quatros chaves para dividir os captadores. A “Número Dois” ainda está no catálogo da Gibson.
A outra guitarra Gibson igualmente icônica no rack de Page é a EDS-1275 de dois braços, que ele notoriamente empunhava durante “Stairway to Heaven”, “The Song Remains The Same” e “Celebration Day”. Ele perdeu uma Black Beauty Les Paul Custom 1960 com uma alavanca Bigbsy em um roubo durante turnê em 1970, mas ela ainda assim foi recriada pela Gibson Custom Shop em 2008 em uma edição limitada, com 25 delas autografadas por Page. A Les Paul Standard 1969 vista no filme The Song Remains The Same ainda está em sua coleção, para ocasiões especiais como a épica reunião de 2007 entre os membros remanescentes do Zeppelin na imensa O2 Arena de Londres.
Fonte: site da Gibson Guitars
O R.E.M. Já Era – Veja Quem Deveria Ir Junto
Por MICK WALL
Traduzido por Nacho Belgrande
Então tchau e benção pro R.E.M. e vamos falar a verdade, já estava na hora. Digo, eles eram uma grande banda em seu auge, mas falando sério, o que eles lançaram nos últimos 15 anos que animou alguém? Alguém aqui pode dar o nome de uma música que eles produziram nos últimos 15 anos que poderia ser colocada junto às grandes deles?
Achei que não mesmo. Não teria sido melhor se eles tivessem pendurado as chuteiras de vez depois que o baterista Bill Berry saiu da banda em 1997, ao invés de arrastar a coisa e fazer um disco chato após do outro?
Vejam os Beatles. Eles sim foram uma banda que soube quando sumir e nos deixar. Se foram no auge, com os canos de suas pistolas ainda fumegando. A prova dessa grandeza de ato é como nenhum deles jamais chegou perto de reproduzir de novo a mesma mágica em um disco solo [exceção honrável seja feita ao maravilhoso ‘All Things Must Pass’, de George Harrison, mas todas aquelas canções são de seus dias nos Beatles].
Não seria ótimo se mais bandas soubessem quando bater o relógio? Como os [Rolling] Stones. Jesus, aqueles pobres filhos da puta não fazem um disco decente desde o começo dos anos 70, e ainda assim estão por aí, dando brecha, nos assombrando como se fossem fantasmas do passado do rock.
Ou o AC/DC, que não faz um disco verdadeiramente grandioso do começo ao fim desde ‘Back In Black’, lançado antes de muitos de vocês lendo isso terem nascido.
Mesmo quando eles decidem fazer algo de honroso e nos dar tchau antes das quatro rodas caírem, como o Pink Floyd no meio dos anos 90, ou mais recentemente o Judas Priest, atualmente em sua própria turnê de despedida, a ‘Epitaph’, há sempre aquela suspeita que eles de fato deveriam ter feito isso muito antes.
No caso do Floyd, aconteceu quando Roger Waters saiu num ataque de mau humor. Os dois discos produzidos depois sem ele eram bons e elegantes ao modo do Pink Floyd, mas nada da mesma categoria inovadora de ‘Dark Side’ ou ‘The Wall’.
Quanto ao Priest, eles também, discutivelmente, deveriam ter jogado a toalha quando Rob Halford saiu da primeira vez. Hey, Ripper parecia um cara legal, mas quem realmente ainda ouve as coisas que ele fez com eles? Comparado a ‘British Steel’, vamos dizer? Ou ‘Turbo’, ou mesmo ‘Sad Wings of Destiny’? E sim, quando Rob de fato voltou, eles eram absolutamente matadores ao vivo de novo, mas de coração, nenhum dos dois discos nos quais a volta resultou, apesar de alguns bons momentos, faziam frente às glórias do passado.
Mais bandas deveriam enrolar uma folha de bagulho do livro manchado de whisky do Black Crowes e sumir enquanto ainda está tudo bem. Vocês sabem de quem eu estou falando, certo? E eu não quero dizer só o Aerosmith e o ZZ Top. Quero dizer a maioria deles. Tipo, sai da frente que atrás vem gente.
Graças a Deus por Robert Plant ainda se recusar a realizar o sonho molhado de Jimmy Page e juntar o Zeppelin de novo. A morte de Bonzo salvou a reputação daquela banda, porque vamos ser honestos, eles estavam começando a derrapar quando se separaram e eles com certeza não estariam melhor agora.
Então tchau pro R.E.M. Alguma chance de vocês convencerem alguns de seus velhos colegas a irem com vocês?
Fonte: site RockAAA














