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29/04/2012 20:14

Dee Snider: A ascensão e queda do Sick Motherfucker

Author: NachoBelgrande

Durante a última semana, o frontman do TWISTED SISTER, Dee Snider, sentou-se com a revista canadense BRAVE WORDS & BRAVE KNUCKLES para discutir sua altamente esperada autobiografia, ‘Shut Up And Give Me The Mic’, assim como seu álbum de músicas ‘da Broadway’, ‘Dee Does Broadway’.

O que segue abaixo é uma coletânea de trechos traduzidos da entrevista conduzida pelo jornalista MITCH LAFON.

[...] Bravewords.com: Antes de falarmos sobre o livro e o novo disco – você esteve nas manchetes recentemente por ter comentado sobre a recusa de Axl Rose em ir ao Rock And Roll Hall Of Fame…

Dee Snider: “Eu não acho que o Rock And Roll Hall OF Fame tenha sido a real preocupação ou prioridade dele. Eu acho que rolou algo mais auto-servente”

BraveWords.com: Parece que se tratava de Slash…

Snider: “Eu tive um rompante como fã, um músico, e uma personalidade da mídia. Tendo feito muito rádio, eu sempre estou lidando com a questão Axl. Eu de fato nunca refleti sobre meus sentimentos em relação ao Rock And Roll Hall OF Fame e o estranho é que eu não suporto o Rock And Roll Hall Of Fame. Eles basicamente estavam tentando usar o GUNS N’ ROSES pra vender ingressos. Isso me emputece, mas meu comentário foi direcionado à postura de Axl em geral em relação aos caras e ao legado do Guns N’ Roses. Ele excursiona incessantemente com o Guns N’ Roses como se aquela fosse a banda. Como fã da banda, eu fico irritado com ele. Tendo dito isso, se eles decidissem de juntar – ÓTIMO! Mas não façam isso pelo Rock And Roll Hal Of Fame. Faça por outra razão. Perguntaram-me se caso o TWISTED SISTER fosse indicado, se eu iria, e minha resposta foi, ‘jamais seremos indicados’, e eles disseram, ‘mas e se… ’. Então eu disse, ‘Sim, eu provavelmente iria. É um reconhecimento. ’”
BraveWords.com: Mas é um pseudo-reconhecimento. Se for pra ser pelas pessoas que influenciaram a música – então o Guns N’ Roses não pode entrar antes do IRON MAIDEN, JUDAS PRIEST, DEEP PURPLE e o KISS. Então, você está recebendo uma premiação…

Snider: “Certo, quem está reconhecendo você? È uma daquelas coisas. Se a questão tivesse sido o Rock And Roll Hall OF Fame – eu teria falado deles então. Eu acho que porque eu conheço o Slash e os outros caras um pouco…”

BraveWords.com: A raiva dele parece ser direcionada a Slash. Ele já tocou com Izzy nos últimos anos. Ele tocou com Duff. Ele nunca disse nada de mal sobre Matt Sorum ou Gilby Clarke. Parece ser só com Slash.

Snider: “Por que você acha que seja com Slash? Quando lidei com Slash – ele é um cara incrível e todo mundo gosta dele.”
BraveWords.com: Ouvi dizer que a esposa dele é meio treta, mas quem é que sabe?

Snider: “Talvez uma pequena Yoko Ono ali?”

BraveWords.com: Além disso, como em todo ramo – dinheiro e legalidades entram no meio.

Snider: “Você acha que é porque Slash está se tornando um astro maior do que Axl que Axl fica irritado?”

BraveWords: Sim.

Snider: “Slash está se tornando icônico. Pergunte pro Zé Mané na rua – quem eles reconhecem, e será Slash. Isso provavelmente está incomodando muito a Axl. Eu nunca saí excursionando como Twisted Sister apesar de que legalmente eu poderia tê-lo feito e as pessoas disseram ‘por que não? Você escrevia todas as músicas. Você criava as idéias. As pessoas conhecem você como a banda. ’ Mas eu não o fiz porque não era a banda.” [...]
[...]BraveWords.com: Agora, isso é engraçado. A outra pergunta que eu tenho é – é verdade que Jay Jay French é dono do nome Twisted Sister? Ele é legalmente dono do nome?

Snider: “É o que ele pensa. Ele registrou o nome e eu vou falar abertamente sobre isso. Quando eu entrei pra banda, ele me informou que ele era dono do nome, mas acabou que ele não registrou o nome até muitos anos depois. Legalmente, você não pode… eu e Eddie Ojeda fomos inclusos na propriedade porque estávamos nos apresentando por vários estados sob aquele nome. Então, ele registrou o nome…”

BraveWords: Sim. Você não pode registrar um nome que já foi usado por outras pessoas…

Snider: É por isso que eu digo, eu poderia legalmente ter excursionado como Twisted Sister. Ele discorda, mas ele sabe… eu disse a ele, ‘você acredita que eu poderia TR me apresentado como… ’ e ele disse, ‘Sim, eu acredito nisso’. Mas eu não o fiz porque teria sido errado. Então, disse o que queria dizer, mas eu reconheço que o Twisted Sister é uma banda e que deveria ser com os caras da banda. Jay Jay é atualmente o dono do registro do nome, sim.”

BraveWords.com: O Twisted Sister está relançando [como CD duplo] o ‘Live At The Hammersmith’ e ‘Club Daze 2: Live In The Bars’…

Snider: “Jay Jay e Mark Mendoza tomam conta de todos os negócios do Twisted e estamos nos tornando o TUPAC SHAKUR do heavy metal com mais produtos póstumos do que Tupac.” [...]

[…] BraveWords.com: Clay Aiken esteve com você no programa ‘O Aprendiz’ e ele está no seu novo disco, ‘Dee Does Broadway’…

Snider:Seja franco! Esse é o BraveWords.com afinal, e eu posso agüentar a negatividade…”

BraveWords.com: Na verdade, eu não tenho nada de negativo para dizer. Eu apoio artistas que sejam criativos [exceto pelo Metallica com ‘Lulu’]…

Snider: “Eles saíram na minha frente, então qualquer coisa que qualquer pessoa faça depois de Lulu não é tão ruim assim.”

BraveWords.com: Mas okay – o que eu ouvi de negativo é de fãs que dizem ‘a razão pela qual Dee Snider e o Twisted Sister não estão gravando um disco novo é porque Dee Snider não consegue mais escrever rock e ele se esconde atrás de um disco de Natal e ele se esconde atrás da Broadway. Se você acha que isso é ruim – não importa porque é Dee tocando na Broadway e se você acha que é engraçado, tudo bem, porque é Dee cantando canções de Natal.” É isso que eu ouço…

Snider: “Você quer uma resposta pra isso?”

BraveWords.com: Sim.

Snider:Eu sei que eu posso escrever. Eu na verdade escrevi um musical de Natal baseado no [álbum] Twisted Christmas e nele – eu tenho um monte de material extra. E o roteiro está sendo desenvolvido pelos produtores de ‘Ghost’ e ‘Memphis’. Eu tenho composto músicas mais pro Metal, estilo Twisted Sister das antigas pra esse lance. Elas estão ficando muito boas e ao contrário do passado, eu peguei Eddie Ojeda para dar uma ‘musicalidade’ maior às partes de guitarra. Então, eu testei essas águas e ainda posso compor. A razão pela qual eu não escrevo e simplesmente porque eu não acho que o mercado se interesse e eu não me sinto motivado. Eu não me sinto apaixonado por isso. Houve um tempo em minha vida quando eu compunha pra mim mesmo e não importava se alguém ouvisse minhas músicas, mas depois que suas músicas tocam no rádio, venderam milhões de cópias, seus vídeos apareceram na MTV e as pessoas estavam cantando e reconhecendo seu trabalho… fazê-lo para mim mesmo não me faz mais a cabeça. Os lances pós-Twisted Sister com DESPERADO e o WIDOWMAKER, eu escrevi facilmente mais de 150 músicas que ninguém jamais ouviu. Algumas delas tiveram um pouco de Ibope com o Widowmaker, e o lance do Desperado foi de partir o coração. As melhores coisas que eu escrevi com Bernie Tormé são desconhecidas de todos. Minha música favorita dentre todas que já fiz é uma do Desperado, ‘The Heart Is a Lonely Hunter’…”

Bravewords.com: É uma música excelente!

Snider:Obrigado! É meu momento mais orgulhoso como compositor. Eu tenho tantas músicas – literalmente de 150 a 200 músicas que ninguém jamais ouviu. Eu perdi o tesão e só isso. Estou cansado de criar para ninguém além de mim e sentar em meu quarto e pensar, ‘wow, essa música é tão boa. As pessoas a adorariam se pudessem escutá-la. ’”

BraveWords.com: “We’re Not Gonna Take It” é tão famosa que é quase uma melancia no seu pescoço? É tão famosa que você não tem como diminuir a importância dela, então por que tentar?


Snider:
“Não. O mercado não vale o tempo, o esforço financeiro e todas essas coisas. Olhe pra todas as bandas dos anos 80 que lançam discos novos. Quanto elas vendem no total? Eu amo esses fãs ferrenhos, 40 000 ou 50 000 deles, mas não são o suficiente para dispor do tempo, do dinheiro. Ninguém te dá dinheiro por 30 mil discos vendidos. Você está gravando ele num Mac Pro com plug-ins e meu coração não está envolvido naquilo, então eu ainda consigo compor? Eu não sei se presta [risos], mas eu ainda poderia escrever aquele tipo de material. O resto é novidade, é diversão, é interessante e desafiador. Em termos de vocais e arranjos, o ‘Dee Does Broadway’ é muito desafiador. Sinto muito, caras – eu simplesmente não estou motivado a criar algo. Eu tenho tantas outras válvulas de escape, seja escrever um livro ou fazer esse musical ou escrever roteiros, ou o rádio… seja lá o que for que eu estiver fazendo. Eu tenho minhas vitrines criativas e eu não me sinto motivado para escrever músicas novas do Twisted Sister”.

BraveWords.com: Então, você não sente que há mais um grande disco do Twisted Sister que precise ser lançado. Alguma última declaração a fazer?

Snider: “Não.”

BraveWords.com: Beleza. Se você pegar o Aerosmith, o Van Halen, o Kiss… eles ainda estão lançando discos.

Snider: “Mas eles ainda saem em turnê. A gente nem sai em turnê. A gente toca festivais de vez em quando, mas eu não acho que faria nem isso se não fosse o certo pra banda e pra família que somos. Muitos dos caras, não têm as fontes de renda que eu tenho. Então, vamos a festivais de vez em quando e nos divertimos muito tocando neles, fazemos um dinheiro, e todo mundo fica feliz, então é bom. Eu não estou mais motivado nessa direção.” [...]

[...]Bravewords.com: Esse termo ‘vendido’ me deixa puto. O objetivo sempre foi vender mais discos e ingressos pra shows. Daí, quando você chega ao sucesso – as pessoas dizem que ‘você não deveria ser tão bem-sucedido. Você é um vendido. ’

Snider: “E seus fãs originais estão te exibindo. Eles estão dizendo pra todo mundo que eles te conhecem que vestiram a sua camiseta primeiro. Eles estão dizendo pra todo mundo como essa banda, o METALLICA é ótima. Mas daí você é um vendido…”[...]

[...]BraveWords.com: Vamos falar sobre sue livro, ‘Shut Up And Give Me The Mic’. Porque uma autobiografia nessa altura do campeonato?

Snider: “O livro só vai até 1993. Um de meus empresários disse, ‘você tem histórias interessantes e é um excelente contador de histórias, deveria escrever um livro. ’, Ninguém estava batendo à minha porta, mas ele foi e fechou com a editora Simon & Schuster pra mim. Eles disseram, ‘sobre o que você quer escrever? ’ E eu disse que queria escrever sobre a ascensão e queda de Dee Snider. Eu quero contar a história desde o começo, quando decidi ser um astro do rock até como tudo se destruiu e eu perdi tudo. Então essa é a história que eu conto e eu escrevi tudo “[...]

[...] BraveWords.com: Porque você não desistiu? Nos anos 70, o Twisted Sister estava basicamente preso tocando nos bares de Long Island e não estava chegando a lugar algum. As gravadoras não queriam vocês. Jay Jay tinha tentado entrar pro KISS e por aí… por que não ir trabalhar na oficina da cidade?
Snider: Eu estava pensando sobre isso hoje porque alguém me perguntou sobre meu dedo. Ele é torto. Porque eu simplesmente não disse, ‘Chega! ’. Meu cérebro não pensa assim. Eu pensei imediatamente, ‘como é que eu posso lidar com isso? ’ Mesmo quando eu perdi tudo nos anos 90 – meu cérebro se adapta, muda e dá um jeito. Eu sou como o Cavaleiro Negro na ponta no [filme] ‘Monty Python e o Cálice Sagrado’. No livro, eu falo sobre conseguir minha esposa. Ela não queria nada comigo. Não tinha interesse algum em mim. Eu dava novo a ela, mas eu não ia desistir.”

BraveWords.com: Seu casamento é outro conceito errado que têm de vocês. Vocês estão casados desde 1981…

Snider: “E eu estou com ela desde 1976.”

BraveWords.com: Vocês têm quatro filhos que vão muito bem.

Snider: “Eles são todos muito criativos. Eles são legais.”



BraveWords: Então, na verdade, você é o anti-roqueiro…

Snider: Eu sou. Nas frases iniciais de meu livro, eu digo, ‘esteja avisado – Sexo, drogas e rock n’ roll são a grande promessa de música ou de fracasso? E se é isso que você está procurando, não vai encontrar aqui, mas se você quiser ler uma história inspiradora, eu sou o cara que deixou tudo que tinha em cima do palco e recusou-se a desistir’… então continue lendo. Aparentemente, está cativando as pessoas.”

Bravewords.com: Você teve os altos com ‘We’re Not Gonna Take It ‘e ‘I Wanna Rock’, mas os anos noventa foram um abismo. Você entrou em depressão?

Snider: Eu começo o livro no estacionamento de um buffet distribuindo panfletos para minha esposa, para que ela fizesse maquilagem para casamentos nos finais de semana. Eu estou sendo caçado pelos seguranças do estacionamento. Eu estou correndo, não porque estou com medo de ser jogado na cadeia, mas tenho medo de que eles digam, ‘Dee Snider? O que você está fazendo por aí colocando panfletos em carros? Porque eu estava falido. Enquanto eu corria, eu me dizia pela milionésima vez, ‘como caralhos isso foi acontecer? ’. Daí, eu volto pro dia que decidi ser um astro do rock e conto a história. Eu termino o livro comigo saindo naquela noite com meus três filhos e esposa em casa, de modo que eu pudesse colocar panfletos nos carros porque nós precisávamos de dinheiro. Eles queriam que eu escrevesse um epílogo porque era depressivo demais. As pessoas sabem que eu voltei, mas era de partir o coração. Faz quinze anos desde aquele dia…

BraveWords.com: é uma história muito dramática…

Snider:
“Eu tenho que dar crédito a ‘Off The Rails’ de Rudy Sarzo. È um livro excelente e a maneira que ele começa – com Randy o acordando e dizendo, ‘cara, você quer ir de avião com a gente? ’ e ele disse, ‘Não, eu quero dormir’, e ele dizendo, ‘essa foi a última vez que viu meu melhor amigo’. Estou tendo um arrepio agora. O livro inteiro é como assistir a uma bomba relógio contando o tempo. São doze meses até ele morrer… oito meses… uma semana. Um dia antes. É horrível e eu peguei a ideia de Rudy de começar com o ponto mais baixo de minha vida e depois sustentá-lo e dizer, ‘como isso aconteceu? ’”

BraveWords.com: O que me espanta é que, mesmo no fundo do poço, sua esposa nunca puxou o carro. Ela ficou do seu lado.

Snider: “Sim e é por isso que esse livro é uma história de amor. As pessoas são rapidamente cativadas pelo caso de amor que tivemos. A púnica coisa inteligente que eu fiz na vida – foi fazer essa mulher me amar e eu sabia que seria pelas razões certas. Não tínhamos nada. Tínhamos tudo e ficamos sem nada de novo… eu nunca pensei, nem por um Segundo que ela não ficaria do meu lado. Ela só disse, ‘ok, eu posso fazer maquiagens aos finais de semana ou trabalhar em um sacão de beleza.’ Somos um time e ela sempre esteve a meu lado. Tem elementos de um filme.”

Bravewords.com: Sua esposa parece ser uma pessoa espetacular.

Snider: “Cara – ESPETACULAR! O livro é uma homenagem a ela em muitas maneiras. Ela é uma pessoa leal e ela se apaixonou por mim [depois deu cansar ela] não porque eu estava em uma banda. Ela não tinha nem aparelho de som nem discos. Ela não se importava com a música. Ela se apaixonou por mim por minha causa. Ela não era atraída fisicamente a mim – ela simplesmente gostava de mim por mim. A única vez que tivemos problemas foi quando eu comecei a me achar nos anos 80. Tivemos nossos problemas porque eu comecei a mudar. Eu estava começando a acreditar nas minhas palhaçadas. Foi o que acabou dissolvendo a banda. Ninguém conseguia falar comigo.”

BraveWords.com: Haverá uma parte II do livro?

Snider: “Com certeza tem uma parte II no meu computador, mas eu acho que vai depender.” [...]

'Boom-boom, Freak le Boom-boom...'

O jornal estadunidense Pittsburgh Post Gazette entrevistou o frontman do Mötley Crüe, VINCE NEIL para sua edição de hoje, 21 de julho, e o indagou sobre diversos tópicos sempre pendentes quando o assunto é o Crüe: a briga com o Poison, a que passo está a adaptação cinematográfica de ‘The Dirt’, os planos para um novo disco, etc.

E como sempre, Vince não sai pela tangente e armado com sua costumeira sinceridade, respondeu a tudo com franqueza e detalhes.

O que segue agora é uma tradução da entrevista realizada pelo jornalista Scott Mervis:

Vocês [Mötley Crüe] vão tocar em um local de shows novo, a Stage AR para cerca de 5,500 pessoas, então vai ser algo mais reservado.

Ah é? Seria o menor lugar que tocaremos na turnê então. Eu espero que possamos encaixar toda nossa produção lá.

Não tem havido uma grande relação entre o Motley e o Poison. Como isso tudo aconteceu?

Bem, isso não é necessariamente verdade. Era só uma coisa que o Nikki tinha com o Poison. Eu tenho sido amigo de Brett por muitos anos. Eu não tenho nada contra eles, mas por alguma razão, Nikki tinha. Eu não sei do que se trata.

'Boa tarde, vou levar tudo isso sim, pode mandar entregar lá em casa.'

As duas bandas têm se dado bem?

Bem, sim. Claro. Quando vocês estão em turnê juntos, não é como se vissem. Não ficamos numa sala grande antes do show. Chegamos lá em horários diferentes. Eu não chego até que o Poison já esteja no palco, e eles geralmente já se foram quando saímos do palco.

Você já assistiu à banda de abertura [New York Dolls] nessa turnê, e você pode me dizer que tipo de influência eles foram sobre você em sua criação?

Bem, se você ler nossa biografia, você verá que o New York Dolls foi uma de nossas maiores influências quando começamos. Nós meio que roubamos o visual deles, a imagem deles, e se você ouvir às faixas de nosso primeiro disco, você pode ouvir muito de Dolls ali. Eu vi o primeiro show de todos em Dallas [nessa turnê]. Eu achei que eles foram ótimos.

Discos não vendem muito hoje em dia, mas parece que ‘Saints of Los Angeles’ foi um sucesso. Você ficou feliz com o resultado de tudo?

Eu amo o disco. Eu acho que é um de nossos melhores discos. Nós tocamos ‘Saints of Los Angeles’ nessa turnê. As pessoas amam. Elas sabem a letra e tal, então foi um bom disco. Agora é hora de seguir em frente.

Vince e três membros do corpo docente de filosofia de Yale.

Vocês nunca tiveram os críticos do lado de vocês, mas parece que eles estão passando aos poucos pro time de vocês..

Ah, eu não sei. Alguns sim, outros não. Alguns são sempre os mesmos. A banda tem tocado maravilhosamente toda noite. Não tivemos nenhum show ruim. Mas você sabe, as pessoas sempre querem escrever merda sobre nós. E é desse jeito Ninguém da banda ta pouco se fudendo sobre o que os críticos têm a dizer, porque, na verdade, trata-se do que os fãs dizem.  Você tem essas redes sociais – Twitter e Facebook – onde milhares de pessoas dizem que somos um show incrível, que soamos muito bem, e é isso que importa. Não algum idiota que nem foi ao show, mas escreve uma resenha sobre ele e como o show foi péssimo.

Vocês vão tocar nessa casa de shows uma noite depois do Slayer. Nos anos 80, vocês dois foram alvos do PMRC [Parents Music Resource Center]. Como você olha pra isso hoje em dia, e no final isso acabou ajudando vocês, mais do que prejudicando?

Bem, com certeza. Uma vez que tínhamos aquele adesivo do PMRC no disco, as vendas dispararam cem por cento. Então eles na verdade pioraram a coisa, porque os jovens queriam comprar qualquer coisa com um aviso. Isso na verdade ajudou as bandas.

Há planos pra um próximo disco?

Bem, vamos estar em turnê até o outono do ano que vem. Nós acabamos de começar. Estamos na estrada faz três meses. Temos muito pela frente, então o disco é a última coisa em que estamos pensando agora.

Tem alguma coisa rolando com o filme baseado em ‘The Dirt’?

Não temos nada a ver com aquilo. Ele foi comprado pela Paramount Pictures quando o livro foi lançado. E tem mais de 10 anos. Se eles decidirem fazer um filme, fizeram. Se decidirem por não, então não. Isso não está sob nosso controle faz anos. Se eles o fizerem, ótimo, se não, eu não me importo. Não faz diferença pra mim.

'Hey, me proibiram de beber e DIRIGIR, não disseram nada de pilotar!'

Do modo que as turnês rolam agora, em termos de comportamento nos bastidores, haveriam coisas que seriam acrescentadas a ‘The Dirt’?

Você está comparando coisas que aconteceram quando nós éramos uma banda iniciante. É isso que as pessoas parecem esquecer. Todas as bandas principiantes fazem exatamente a mesma coisa que fazemos em ‘The Dirt’, mas as pessoas amam o fato de termos falado sobre isso. Você não pode achar que isso ainda acontece. Nikki tem filhos, Tommy tem filhos. É diferente. O que importa é estar no palco, mas não o que fazemos depois do show.

Você está tão animado em estar excursionando como sempre esteve?

Ah sim. Mesmo quando o Mötley não está na estrada, eu estou com minhas bandas solo, então eu realmente não tenho tirado férias desde, tipo, 2003. Eu amo a estrada.

Eu soube dessa história a respeito de que você fez comentários críticos sobre Nikki em seu livro, e daí ele twittou que você não teria escrito o livro. O que rola com isso?

Não, não rola nada, porque é a primeira vez que ouço falar nisso. Obviamente, você não pode escrever um livro sem escrevê-lo. Me entende?

Alguma coisa lhe vem à mente sobre tocar em Pittsburgh?

É sempre uma excelente platéia. Nós sempre nos divertimos muito. Eu amo a cidade. Eu acabei de estar aí fazendo algo logo antes de entrarmos em turnê. E eu sou torcedor do Steelers, então, é isso. Eu na verdade estive aí na noite da grande tempestade com os Dolphins jogando. Eu ia cantar o hino nacional naquela noite.

Como você se tornou torcedor do Steelers?

Eu apenas gosto do time. Eu sou fã do Steelers e do Miami. Sendo de Los Angeles, não há realmente um time pra se torcer. E eu moro em Vegas, então, uh, tenho sido torcedor já faz um tempo.