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Como é sabido por todos, a porção estadunidense do rock chamado ‘glam’ era altamente segregacional e saxônica, à exceção de poucos músicos – como o vocalista do BULLET BOYS, Marq Torien, e o baterista de LITA FORD, OZZY E MÖTLEY CRÜE, Randy Castillo [RIP].

Ainda que de fato não tenha havido muitos representantes de outras etnias no movimento, alguns nomes conseguiram algum destaque naquela época, e dentre eles, está o MAZARATI.

O Mazarati foi formado no meio dos anos 80 pelo ex-baixista da banda de PRINCE, Brown Mark. Originária da cidade de Minneapolis, a banda teve um único sucesso, uma faixa chamada ‘100 MPH’, que fora composta e co-produzida por Prince.

Na verdade, a banda ficou mais conhecida por músicas que NÃO lançou. O mega-sucesso ‘Kiss’ de Prince, foi oferecido a eles quando ainda era uma demo. Eles transformaram a faixa em uma música bem mais pesada e funkeada. Depois de ouvir o que haviam feito com a demo, Prince pegou a composição de volta, a refez e ela chegou ao #1 das paradas dos EUA, além de ganhar um Grammy.

Outra música dada ao Mazarati foi uma sobra de estúdio do grupo The Time chamada ‘Jerk Out’. A versão deles nunca chegou a ser prensada, mas foi refeita em 1990, novamente pelo The Time, que com ela teve seu maior sucesso, chegando ao #9 da Billboard naquele ano.

No meio do ano passado, os membros originais Craig ‘Screamer’ Powel e Marvin Gunn fundaram um novo grupo baseado no catálogo do Mazarati na esperança de reviver a banda original, com um projeto chamado ‘Mazarati Revisited’. Um novo álbum deve ser lançado eventualmente.

Confiram todo o molejo e o remelexo do Mazarati nos vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=dE_Qo9LQ6P4&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=3SIO-Wmeo34

29/10/2012 17:22

Metallica: ‘O mundo precisa do Green Day’, afirma James

Author: NachoBelgrande

O METALLICA fez um tributo a seus conterrâneos da Bay Area, o GREEN DAY, no Voodoo Music + Arts Experience em Nova Orleans na noite de ontem.

As lendas do metal fecharam a segunda das três noites do evento no New Orleans City Park após um cancelamento por parte da banda punk.

Eles estão recebendo ajuda, tudo bem, estão dando um jeito”, disse JAMES HETFIELD à plateia de Nova Orleans. “Estamos aqui substituindo eles. Tomara que ele [o vocalista Billy Joe] se recupere, porque o mundo precisa deles, valeu? Eu acho que precisa.”

O Metallica então tocou a introdução da faixa-título do já clássico disco de 2004 do Green Day, ‘American Idiot’, antes de emendarem com seu próprio épico, ‘Creeping Death’.

Confira o vídeo abaixo:

PHIL CAMPBELL [MOTÖRHEAD] e DUFF MCKAGAN [LOADED, VELVET REVOLVER] juntaram-se ao UGLY KID JOE no palco no último dia 24 na Motorpoint Arena em Cardiff, País de Gales, para uma versão do clássico do MOTÖRHEAD ‘Ace of Spades’. Confira o vídeo fan-made abaixo:

Em prelúdio de mais um período de – esporádica – atividade em 2012 [que inclui ainda uma temporada de um mês em Las Vegas e uma tour de três cidades pela Índia[, o GN’R MKVII tocou no fim de semana passado no evento de caridade Briodge School Benefit. Na noite de domingo, a banda trouxe o próprio patrono do festival, NEIL YOUNG, ao palco para uma versão de “Don’t Let It Bring You Down”, do disco “After The Gold Rush”, dos anos 70. Confira o vídeo clicando AQUI

Em entrevista ao jornal estadunidense Detroit News nesse fim de semana, o líder do SMASHING PUMPKINS, BILLY CORGAN, estabeleceu um interessante paralelo sobre sua situação na banda com a atual encarnação do GUNS N’ ROSES, o GN’R MKVII. O que segue abaixo é a tradução do trecho da conversa onde o tema é abordado:

[...] Sobre as pessoas considerarem a atual versão do SMASHING PUMPKINS como sendo Billy Corgan e um bando de músicos contratados, assim como o GUNS N’ ROSES é Axl Rose um bando de músicos contratados:

Eu entendo porque as pessoas pensam desse modo. Eu acho que o Pumpkins, como é um negócio hoje em dia, se trata de tradição. E você pode escolher entre ter uma ligação com a tradição ou não. Eu tenho pessoas comigo, assim como pode ser ouvido em ‘Oceania’, que são parte dessa tradição. E elas estão mantendo um legado, o que é importante. E se você precisa se conectar a certa parte do legado de certo modo, isso é uma escolha sua. Eu acho que você está cometendo um erro ao não se permitir estar aberto a isso. Se não funciona pra você simbolicamente, arquetipicamente, ou musicalmente, tudo bem então. Eu tenho dito recentemente que somos como o circo dos Ringling Brothers. Você espera certo tipo de show, em certo tipo de levada, e você não se liga muito em quem está na corda bamba esse ano. Você só espera que role certo tipo de coisa. E se eu sou o mestre de cerimônias, ótimo, me entende? É o que eu tenho pra vender.

Eu acho que você simplesmente tem que estar aberto. Eu amei o último álbum do Guns N’ Roses, sabe? E infelizmente quando eles estavam em turnê para divulgar aquele disco, eu não consegui vê-los ao vivo. Mas eu teria ido. Isso não quer dizer que eu desrespeito ou não gosto da formação clássica. Só quer dizer que eu quero ter uma experiência musical com aquele artista hoje. E eu acho que quando outras pessoas da minha geração reforçam essas idéias, claro que isso torna a coisa mais difícil, porque faz com que eu pareça ser temperamental, porque eu não quero trabalhar com pessoas que me enlouqueceram, que mataram meu desejo de tocar música e me processaram. Essas pessoas se esquecem do MEU sonho. Que é ser músico em uma banda com pessoas que de fato querem estar ali comigo. Não vamos esquecer do fim desse sonho.” [...]